Canavieiros recuperam 30% dos prejuízos da seca

Segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Alexandre Andrade Lima, foram cerca de R$ 750 milhões em prejuízo no setor sucroenergético estadual, com apenas R$ 225 milhões recuperados, o que representa 30% da perda total; o dirigente alegou dificuldades para a normalização da situação dos canavieiros como a diferença entre o ICMS pago pelos agricultores pernambucanos em relação aos de outros estados

Segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Alexandre Andrade Lima, foram cerca de R$ 750 milhões em prejuízo no setor sucroenergético estadual, com apenas R$ 225 milhões recuperados, o que representa 30% da perda total; o dirigente alegou dificuldades para a normalização da situação dos canavieiros como a diferença entre o ICMS pago pelos agricultores pernambucanos em relação aos de outros estados
Segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Alexandre Andrade Lima, foram cerca de R$ 750 milhões em prejuízo no setor sucroenergético estadual, com apenas R$ 225 milhões recuperados, o que representa 30% da perda total; o dirigente alegou dificuldades para a normalização da situação dos canavieiros como a diferença entre o ICMS pago pelos agricultores pernambucanos em relação aos de outros estados (Foto: Leonardo Lucena)

Mariana Almeida, do Pernambuco 247 - O ano de 2013 não foi bom para os produtores de cana-de-açúcar de Pernambuco. De acordo com o balanço realizado pelo presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida), Alexandre Andrade Lima, foram cerca de R$ 750 milhões em prejuízo no setor sucroenergético estadual, com apenas R$ 225 milhões recuperados, o que representa 30% da perda total. O dirigente alegou dificuldades para a normalização da situação dos canavieiros como, por exemplo, a diferença entre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pago pelos agricultores pernambucanos em relação aos de outros estados.

"Se você olhar a diferença entre o ICMS para os agricultores de São Paulo, de Minas Gerais, e comparar com o valor pago aqui em Pernambuco, a diferença é enorme", afirmou Lima, que também preside a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). "Inclusive, uma das mudanças que devemos lutar para conseguir, em 2014, deverá ser a diminuição do imposto para o Estado", observou.

Além da seca que assola o estado, considerada a mais grave dos últimos 50 anos, o pagamento de parte dos subsídios necessários para a quitação das dívidas contraídas pelos produtores foi adiado, e só será fornecido em janeiro do próximo ano. Lima informou que integrantes do setor pedirão ao governo federal "propostas mais duradouras, mais estruturais, como projetos de irrigação para combater às estiagens".

"As chuvas já voltaram, mas estamos todos descapitalizados. Os preços dos derivados do etanol está ruim, e os produtores estão sem lucro, sendo forçados a trabalhar no prejuízo", relatou. Segundo o presidente, "com os preços do mercado como estão, vai ser praticamente impossível recuperar mais do que do prejuízo deixado pelas estiagens".

Umas das medidas anunciadas pelo governo federal, em maio deste ano, foi o subsídio de R$ 148 milhões para beneficiar cerca de 21 mil produtores de cana em todo no Nordeste, onde o setor tem um faturamento anual de R$ 8 bilhões. No entanto, parte do pagamento foi adiada pelo governo devido ao fechamento de contas e a ajustes fiscais de 2013.

"Foram investidos os R$ 148 milhões para o combate dos produtores de cana contra os prejuízos da seca nordestina em formato de subsídios, com mais R$ 380 milhões destinados à Indústria. Entretanto, até agora, só foram pagos R$ 95 milhões aos canavieiros, e R$ 145 milhões para o setor industrial", afirmou Lima.

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