Capitão Willian, o infiltrado, disse que subornou delegado

O capitão do Exército, Willian Pina Botelho usou alegação de suborno para explicar por que foi o único dos 22 manifestantes detidos pela Polícia Militar que acabou liberado; para explicar como havia escapado de ser preso e tentar afastar as suspeitas de que fosse um agente infiltrado pela polícia para caçar militantes de esquerda, o Capitão Willian alegou que havia subornado um delegado da Polícia Civil com R$ 1.200. Willian fez a alegação no dia seguinte à prisão dos jovens, durante uma conversa pelo Facebook, por meio do perfil falso de Balta Nunes que o capitão usava em redes sociais

O capitão do Exército, Willian Pina Botelho usou alegação de suborno para explicar por que foi o único dos 22 manifestantes detidos pela Polícia Militar que acabou liberado; para explicar como havia escapado de ser preso e tentar afastar as suspeitas de que fosse um agente infiltrado pela polícia para caçar militantes de esquerda, o Capitão Willian alegou que havia subornado um delegado da Polícia Civil com R$ 1.200. Willian fez a alegação no dia seguinte à prisão dos jovens, durante uma conversa pelo Facebook, por meio do perfil falso de Balta Nunes que o capitão usava em redes sociais
O capitão do Exército, Willian Pina Botelho usou alegação de suborno para explicar por que foi o único dos 22 manifestantes detidos pela Polícia Militar que acabou liberado; para explicar como havia escapado de ser preso e tentar afastar as suspeitas de que fosse um agente infiltrado pela polícia para caçar militantes de esquerda, o Capitão Willian alegou que havia subornado um delegado da Polícia Civil com R$ 1.200. Willian fez a alegação no dia seguinte à prisão dos jovens, durante uma conversa pelo Facebook, por meio do perfil falso de Balta Nunes que o capitão usava em redes sociais (Foto: Valter Lima)

247 - O capitão do Exército, Willian Pina Botelho usou alegação de suborno para explicar por que foi o único dos 22 manifestantes detidos pela Polícia Militar que acabou liberado.

Para explicar como havia escapado de ser preso e tentar afastar as suspeitas de que fosse um agente infiltrado pela polícia para caçar militantes de esquerda, o Capitão Willian alegou que havia subornado um delegado da Polícia Civil com R$ 1.200. Willian fez a alegação no dia seguinte à prisão dos jovens, durante uma conversa pelo Facebook, por meio do perfil falso de Balta Nunes que o capitão usava em redes sociais – inclusive no aplicativo de paquera Tinder.

Na conversa, Balta diz que foi levado para outra delegacia, diferente do Deic, por não ter “aparência de bb” (black bloc) e conta que seu advogado fez o pagamento ao delegado.

Na continuação da conversa, Willian/Balta se enrola ao tentar dar detalhes da sua versão, mas deixa claro que o pagamento não foi uma fiança, e sim um suborno, já que, graças ao dinheiro, não teve de “assinar” nada.

Na mesma conversa, o capitão tenta convencer o interlocutor de que a prisão do CCSP não teve nada a a ver com a possível presença de um P2, ou seja, um PM infiltrado.

No final, talvez por perceber que sua história não estava sendo convincente, Willian/Balta dá uma de traumatizado e anuncia que pretende ir embora, por ter ficado muito abalado com a ação da polícia.

Nenhum dos manifestantes presos pela PM acredita na versão de suborno contada por Willian/Balta. Para eles, o capitão agiu em parceria com a PM, numa operação preparada com antecedência para prender manifestantes contrários ao governo Michel Temer (PMDB).

O Ministério Público Estadual anunciou que vai investigar as circunstâncias da prisão dos 21 jovens e a possível ação de infiltração cometida pelo capitão Willian Pina Botelho. 

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