Castro: "População não está nem aí para políticos"

O relator da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) defendeu uma mudança nas regras do sistema político e eleitoral; "Dois anos após as eleições, 70% da população não sabe em quem votou para deputado. A população está totalmente desconectada dos políticos ou não está nem aí para os políticos”, afirmou; Castro participa de audiência pública sobre a reforma política na Assembleia Legislativa do Tocantins; segundo ele, deve constar no relatório que vai a plenário o fim da reeleição, a unificação das eleições e o fim das coligações proporcionais

O relator da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) defendeu uma mudança nas regras do sistema político e eleitoral; "Dois anos após as eleições, 70% da população não sabe em quem votou para deputado. A população está totalmente desconectada dos políticos ou não está nem aí para os políticos”, afirmou; Castro participa de audiência pública sobre a reforma política na Assembleia Legislativa do Tocantins; segundo ele, deve constar no relatório que vai a plenário o fim da reeleição, a unificação das eleições e o fim das coligações proporcionais
O relator da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) defendeu uma mudança nas regras do sistema político e eleitoral; "Dois anos após as eleições, 70% da população não sabe em quem votou para deputado. A população está totalmente desconectada dos políticos ou não está nem aí para os políticos”, afirmou; Castro participa de audiência pública sobre a reforma política na Assembleia Legislativa do Tocantins; segundo ele, deve constar no relatório que vai a plenário o fim da reeleição, a unificação das eleições e o fim das coligações proporcionais (Foto: Aquiles Lins)
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Tocantins 247 - O relator do projeto de reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, Marcelo Castro (PMDB-PI), defendeu nesta segunda-feira, 11, uma mudança nas regras do sistema político e eleitoral para aumentar o envolvimento da população na atividade política.

"Dois anos após as eleições 70% da população não sabe em quem votou para deputado. A população está totalmente desconectada dos políticos ou não está nem aí para os políticos", afirmou Castro, que participa de audiência pública sobre a reforma politica na Assembleia Legislativa do Tocantins. Citando dados do Instituto Datafolha, o relator mencionou que 71% dos eleitores não têm preferência por nenhum político. " O partido que tem ainda mais preferência é o PT com 12%", citou.

Marcelo Castro afirmou que deve constar em seu relatório, que deve ir a plenário na última semana deste mês, o fim da reeleição, a unificação das eleições, com mandato de cinco anos para todos, inclusive os senadores. O texto base também trará o fim das coligações partidárias.

O relator afirmou também que as manifestações populares do ano passado e ainda deste ano refletem a insatisfação da população com o modelo atual da política brasileira. "Nós chegamos ao fundo do poço há um consenso de que como está não pode ficar é impossível se manter um país com um sistema político desse. A sociedade está de um lado e os políticos de outro", afirmou.

Em seu posicionamento na audiência pública, o deputado Marcelo Castro criticou duramente o excesso de partidos no país, o único entre os países democráticos que tem 28 partidos representados no Congresso Nacional. " O maior partido só tem 13% dos votos do parlamento imagine como é administrar um país onde o partido do presidente da república tem apenas 13% dos votos do Congresso o que dificulta enormemente a governabilidade", disse ao citar outros países. "Sabe quem está pior que a presidente Dilma? O Congresso nacional que só tem 9% de aprovação", afirmou.

A audiência pública, presidida pelo deputado Nilton Franco (PMDB), contou com a participação das deputadas federais Josi Nunes (PMDB) e Dulce Miranda (PMDB), do secretário de Articulação Política, Paulo Sidnei, que representou o governador Marcelo Miranda (PMDB), o presidente da Associação Tocantinense de Municípios, prefeito João Emídio, além de representantes da OAB, União dos Vereadores do Tocantins, Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal de Justiça.

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