CEI da Comurg fracassa e Djalma vai ao MP

Vereadores Elias Vaz conseguiu apenas oito assinaturas no seu requerimento para criação da CEI; Bloco Moderado ficou do lado da base aliada do prefeito Paulo Garcia e rejeitou a comissão; Djalma Araújo aproveitou o embalo e  foi ao Ministério Público apresentar documentação que indica irregularidades em contrato da Comurg com a empresa Lopac

djalma araujo
djalma araujo (Foto: José Barbacena)
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Goiás247 - O vereador Djalma Araújo (SDD) entregou na tarde desta terça-feira (25) ao promotor Rodrigo César, da Promotoria do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual (MP-GO), documentos que indicam irregularidades e fortes indícios de superfaturamento nos contratos firmados pela Comurg (Companhia de Urbanização de Goiânia) com a empresa Lopac Locadora de Veículos. O acordo é referente à locação de maquinário e equipamentos no valor de R$ 3,8 milhões.

Djalma pediu também que o MP apure a contratação das empresas Reciclar, Miranda, Gurgel Expresso Unai e RDS Comercial. Segundo denuncia, essas empresas estariam fazendo repasse da parte dos valores contratados a agentes públicos.

Outra representação pede que o MP apure a contratação da empresa GV Auditoria e Contabilidade, também pela Comurg. A referida empresa teria fraudado a documentação. “Queremos que o MP faça uma apuração detalhada destes contratos e esclareça se os indícios de fraudes são verdadeiros”, afirma.

CEI derrotada

O grupo de oposição na Câmara Municipal sofreu derrota nesta terça-feira e não conseguiu apresentar o número suficiente de assinaturas para que a CEI da Comurg fosse instalada. O vereador Elias Vaz (PSB) conseguiu coletar apenas oito assinaturas: Djalma Araújo, Virmondes Cruvinel (PSD), Tatiana lemos (PCdoB) e Thiago Albernaz, Dr. Gian, Dra. Cristina e Geovani Antonio, todos do PSDB. Faltaram quatro votos para que a CEI fosse constituída.

O Bloco Moderado preferiu ficar do lado de Paulo Garcia e não assinou o requerimento de Elias. Mesmo assim o vereador encaminho o pedido numa forma de protesto. "A sociedade é que dever julgar aqueles que não quiseram investigar as denúncias de irregularidades , mesmo diante de fatos concretos como já foi noticiado. Infelizmente, a Câmara deixou de exercer o seu papel de utilizar de um instrumento regimental para dar uma satisfação à sociedade, é lamentável". concluiu



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