Cemig quer fatia de São Simão e oferece ativos para chineses

A bancada mineira se uniu, a Cemig entrou com várias ações judiciais, buscou parceiros e até tentou empréstimo no BNDES, mas nada conseguiu impedir a venda das quatro usinas, que foram leiloadas nesta semana pela União; para tentar remediar a perda de Jaguara, São Simão, Volta Grande e Miranda, que significam cerca de 40% da geração, a empresa estaria negociando um acordo com os chineses, que arremataram São Simão, para ficar com pelo menos um pedaço dessa, que era a maior usina da empresa

Usina Hidrelétrica São Simão, Cemig
Usina Hidrelétrica São Simão, Cemig (Foto: Giuliana Miranda)

Minas 247 - A bancada mineira se uniu, a Cemig entrou com várias ações judiciais, buscou parceiros e até tentou empréstimo no BNDES, mas nada conseguiu impedir a venda das quatro usinas, que foram leiloadas nesta semana pela União. Para tentar remediar a perda de Jaguara, São Simão, Volta Grande e Miranda, que significam cerca de 40% da geração, a empresa estaria negociando um acordo com os chineses, que arremataram São Simão, para ficar com pelo menos um pedaço dessa, que era a maior usina da empresa.

Durante uma reunião fechada com os funcionários, realizada nessa sexta-feira (29) em Belo Horizonte, o presidente da companhia, Bernardo Salomão Alvarenga, teria anunciado que, em troca, os chineses ficariam com a participação de 22,4% que a Cemig tem na usina de Santo Antônio, em Rondônia, e também com parte da Light, distribuidora que atua no Rio de Janeiro.

O negócio não seria uma surpresa. Em meados deste ano, o diretor de finanças e relações com investidores da Cemig, Adézio de Almeida Lima, chegou a confirmar que a negociação para a venda de Santo Antônio estaria avançada. Na época, quem aparecia como o mais provável comprador era exatamente o grupo chinês State Power Investment Overseas (Spic), que acabou de arrematar São Simão por R$ 7,1 bilhões, 6,5% a mais do que o esperado pela União.

Segundo a assessoria de imprensa, Alvarenga só dará informações na próxima segunda-feira. Entretanto, o possível acordo foi confirmado por trabalhadores e diretores do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro). “Em palestra para os empregados, o presidente disse que ontem (28) os chineses estiveram aqui (sede da Cemig) e estariam dispostos a ceder de 40% a 45% de São Simão. Para isso, ele disse que venderia a participação da Cemig em Santo Antônio. Também citou a venda de outros possíveis ativos, como a Light”, afirmou o diretor de comunicação do Sindieletro, Arcângelo Queiroz, que participou da reunião.

As informação são de reportagem de Queila Ariadne no jornal O Tempo.

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