Chacina de Unaí: 13 anos depois, mandantes do crime continuam soltos

O Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais do Trabalho (Sinait) promove um ato para pedir a prisão dos mandantes do assassinato de três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho, que ficou conhecido como Chacina de Unaí, que aconteceu em 2004 quando os quatro funcionários do órgão foram assassinados na região, durante uma fiscalização em fazendas; após 13 anos do crime, os mandantes continuam em liberdade, apesar de terem sido condenados

O Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais do Trabalho (Sinait) promove um ato para pedir a prisão dos mandantes do assassinato de três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho, que ficou conhecido como Chacina de Unaí, que aconteceu em 2004 quando os quatro funcionários do órgão foram assassinados na região, durante uma fiscalização em fazendas; após 13 anos do crime, os mandantes continuam em liberdade, apesar de terem sido condenados
O Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais do Trabalho (Sinait) promove um ato para pedir a prisão dos mandantes do assassinato de três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho, que ficou conhecido como Chacina de Unaí, que aconteceu em 2004 quando os quatro funcionários do órgão foram assassinados na região, durante uma fiscalização em fazendas; após 13 anos do crime, os mandantes continuam em liberdade, apesar de terem sido condenados (Foto: Leonardo Lucena)
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O Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais do Trabalho (Sinait) promove uma ato nesta quarta-feira (25) para pedir a prisão dos mandantes do assassinato de três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho, que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Após 13 anos do crime, os mandantes continuam em liberdade, apesar de terem sido condenados. O ato acontece em frente à sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Segundo o presidente do Sinait, Carlos Silva, os mandantes do crime continuam entrando com recursos para continuar em liberdade. “Passados quase 13 anos da chacina, apesar de termos em 2015 a condenação dos irmãos Mânica, mandantes do crime, eles continuam em liberdade. Se utilizam de recursos protelatórios para assim se manterem livres. Os recursos estão no TRF e por isso estamos protestando para que a sentença que condenou os mandantes seja de fato cumprida”, disse.

Os condenados querem um novo julgamento. “Eles (os irmãos Mânica) tentam anular a sentença e com isso levar a um novo julgamento, dessa vez em Unaí, região onde são poderosos política e economicamente. Os executores já foram julgados, condenados e estão presos. Resta agora que o cenário de impunidade se afaste e que os mandantes também sejam presos”, disse Carlos Silva.

Além desse protesto, o sindicato organiza outro ato na tarde de hoje, às 15 horas, na sede do Ministério do Trabalho.

Entenda o caso

O dia 28 de janeiro foi instituído o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho e Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo em homenagem aos auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva. Eles foram mortos em 2004 quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas na cidade mineira de Unaí. Na chacina, também morreu o motorista do veículo Ailton Pereira de Oliveira.

Em 2013, os executores do crime foram condenados por homicídio triplamente qualificado. Rogério Alan Rocha Rios foi condenado a 94 anos de prisão, Erinaldo de Vasconcelos Silva, a 76 anos de reclusão e William Gomes de Miranda, a 56 anos de prisão.

Em outubro de 2015, a Justiça Federal de Minas Gerais condenou Antério Mânica, Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. Os condenados receberam penas próximas a 100 anos de reclusão em regime fechado. Hugo Alves Pimenta, na condição de réu delator, teve sua pena atenuada, recebendo uma sentença de 46 anos, 3 meses e 27 dias de reclusão.

Os quatro entraram com recursos protelatórios no Tribunal Regional Federal 1ª Região – TRF 1, em Brasília, com pedido de desaforamento do julgamento realizado em Belo Horizonte (MG). Com esse recurso, os condenados tentam anular a decisão do júri popular realizado na capital mineira, transferindo o caso para a Vara Federal de Unaí, Minas Gerais, para terem direito a um novo julgamento.

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