Chefe da Casa Civil de SP se enrola cada vez mais

Tucano Edson Aparecido, atual secretário do governo Alckmin, teve doação de outra empresa suspeita: recebeu R$ 170 mil da Scamvias para sua campanha a deputado federal em 2010

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SP247 – Depois de ser comprovada a doação de R$ 91,6 mil para o atual secretário da Casa Civil do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido, pela Demop – construtora que está no centro do escândalo de fraudes em licitações de prefeituras do interior paulista – outro fato enrola ainda mais o tucano. Reportagem desta segunda-feira 15 do jornal O Estado de S.Paulo revela que outra empresa envolvida no esquema, a Scamvias, também doou R$ 170 mil para a campanha que reelegeu Aparecido a deputado federal em 2010.

A empresa foi a terceira que mais doou para a campanha do tucano, com duas doações em setembro daquele ano: uma de R$ 120 mil e outra de R$ 50 mil. Em operação deflagrada nesta semana, a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, apurou fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior do Estado de São Paulo. O empresário Olívio Scamatti, dono das duas empreiteiras e apontado como chefe do esquema, foi preso na última terça-feira. De acordo com as apurações, ele teria uma estreita relação com o então deputado federal.

O esquema fraudulento, segundo a PF, envolveria ainda outras seis empresas além da Demop e da Scamvias, cujo administrador, Luis Carlos Seller, é cunhado do empresário da Demop, preso na semana passada. De acordo com os investigadores, a empresa de Seller constitui-se num "enorme conglomerado de corruptores e fraudadores de licitações, com tentáculos enormes em número bem maior do que oito". A companhia atua no segmento de pavimentação asfáltica, mineração e obras de infraestrutura.

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