Chefes de facções criminosas retornam a Alagoas

Doze deles chegaram há cerca de 15 dias e estão presos no módulo de segurança máxima, onde devem permanecer até o final do mês quando a Justiça decidirá se eles devem ser transferidos para outras unidades do sistema. O motivo para o retorno dos presos foi à expiração do prazo legal para que eles permanecessem fora de Alagoas,

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Alagoas247 - Criminosos considerados de alta periculosidade que haviam sido transferidos do sistema prisional de Alagoas para penitenciárias federais de segurança máxima estão retornando para Alagoas. Dos 92 presos que haviam sido encaminhados para outros estados, 22 já retornaram, incluindo integrantes de organizações criminosas que, segundo investigações da polícia e do Ministério Público, planejavam a morte de autoridades em Alagoas. Um deles chegou a ameaçar de morte o próprio governador Vilela (PSDB).

Doze deles chegaram há cerca de 15 dias e estão presos no módulo de segurança máxima, onde devem permanecer até o final do mês, quando a Justiça decidirá se eles devem ser transferidos para outras unidades do sistema. “Ali, ele será observado e terá seu comportamento avaliado. Se houver qualquer movimento inadequado dele, ele volta para o presídio federal”, disse o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto.

O motivo para o retorno dos presos foi à expiração do prazo legal para que eles permanecessem fora de Alagoas, como explicou Braga Neto. “Todos os presos têm um período máximo para ficar em presídio federal. Esse prazo, a princípio, é de um ano, mas pode ser prorrogado por igual período”, disse o magistrado, informando que em alguns destes casos o prazo não foi prorrogado. “Essas pessoas têm que se recuperar em seu estado de origem”, acrescentou Braga Neto.

Os 12 presos que chegaram há 15 dias em Alagoas estavam distribuídos entre as penitenciárias federais de Catanduvas (PR) e Porto Velho (RO). Na cúpula da Segurança Pública alagoana, a volta dos criminosos foi recebida com preocupação, principalmente diante dos últimos resultados apresentados pelo Plano Brasil Mais Seguro no estado. Em março, o número de homicídios voltou a crescer na capital alagoana.

O tenente-coronel Carlos Luna, superintendente-geral de Administração Penitenciária, reconhece que a chegada dos presos causa preocupação aos órgãos de segurança do estado, mas afirmou que todos estão sendo monitorados para que não voltem a comandar crimes de dentro do presídio.

 

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