Chico Alencar: Villas Boas quer anistia para abusos na intervenção do Rio

"Perigosíssima e desgastante para ele", diz o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), ao avaliar o posicionamento do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Boas, que pediu "garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade", na reunião do conselho da República sobre a intervenção federal no Rio; o parlamentar vê a declaração como uma  tentativa de buscar uma anistia prévia para as ações nos morros é “um absurdo”. “Ele diz que é meio inevitável o arbítrio, a tortura, a violência injusta e quem sabe a morte nesta operação”, disse Alencar à Rádio Folha (PE)

"Perigosíssima e desgastante para ele", diz o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), ao avaliar o posicionamento do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Boas, que pediu "garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade", na reunião do conselho da República sobre a intervenção federal no Rio; o parlamentar vê a declaração como uma  tentativa de buscar uma anistia prévia para as ações nos morros é “um absurdo”. “Ele diz que é meio inevitável o arbítrio, a tortura, a violência injusta e quem sabe a morte nesta operação”, disse Alencar à Rádio Folha (PE)
"Perigosíssima e desgastante para ele", diz o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), ao avaliar o posicionamento do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Boas, que pediu "garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade", na reunião do conselho da República sobre a intervenção federal no Rio; o parlamentar vê a declaração como uma  tentativa de buscar uma anistia prévia para as ações nos morros é “um absurdo”. “Ele diz que é meio inevitável o arbítrio, a tortura, a violência injusta e quem sabe a morte nesta operação”, disse Alencar à Rádio Folha (PE) (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 - "Perigosíssima e desgastante para ele", diz o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), ao avaliar o posicionamento do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Boas, que pediu "garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade", na reunião do conselho da República sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro. O parlamentar vê a declaração como uma  tentativa de buscar uma anistia prévia para as ações nos morros é "um absurdo". "Ele diz que é meio inevitável o arbítrio, a tortura, a violência injusta e quem sabe a morte nesta operação", disse Alencar à Rádio Folha (PE).

Segundo o congressista, "o subtexto de que tem que agir para não haver nova Comissão da Verdade revela um desprezo pelo importante papel da comissão, que no Brasil foi das mais atrasadas da América Latina". "É muito esquisito. Gostaria que ele pudesse até explicar direitinho esta frase ou reconhecer que foi impróprio ter dito isso", disse.

O psolista entende que, pela forma como a intervenção militar na segurança pública do Rio foi apresentada, "tem muitas chances de não dar certo, infelizmente". "Foi feita de supetão. O governo fez um arranjo. A cúpula do PMDB federal se acertou com o esquema do PMDB estadual do Rio. Aliás, um PMDB muito responsável pelo estado caos em que o estado se encontra. Quadrilhas políticas que infelizmente existem são fundamentais para o crime organizado, que tem intercessão no baronato, na aristocracia, nos nichos de poder", acrescentou.

De acordo com o deputado, "a credibilidade inegável das forças armadas é colocada como biombo ara melhorar a popularidade de Temer e não tem planejamento, como o próprio general Braga neto reconheceu, ao ser pego de surpresa".

Michel Temer anunciou a intervenção federal na sexta-feira (16). Segundo a medida, a medida, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo a proposta, o interventor federal ficará subordinado à presidência da República e poderá "requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção".

Também será possível, durante a intervenção, requisitar servidores e servidores da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para ações de segurança pública determinadas pelo interventor.




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