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China vê aumento de comercialização de dados pessoais

Em maio, a China introduziu leis de proteção de dados mais abrangentes, aumentando as restrições ao compartilhamento de dados privados mantidos por instituições financeiras e outras empresas.

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(Reuters) - Quando o seguro do carro de William Zhang estava prestes a expirar em março, ele não precisou procurar muito pelas opções de renovação. Nos dois meses antes do vencimento da apólice, Zhang recebia telefonemas quase diários de seguradoras que tentavam lhe vender um novo serviço.

Como seu seguro era do Ping An Insurance Group, era natural que a empresa estivesse em contato.

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“O que me confunde é como outras companhias de seguros sabiam disso”, disse Zhang, um funcionário do governo de Shandong de 26 anos. Três outros proprietários de carros disseram à Reuters que tiveram o mesmo problema.

Os dados pessoais estão amplamente disponíveis na China e podem ser acessados em troca de centavos por companhias de seguro, bancos, agiotas e golpistas, de acordo com vendedores e financiadores entrevistados pela Reuters.

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Em maio, a China introduziu leis de proteção de dados mais abrangentes, aumentando as restrições ao compartilhamento de dados privados mantidos por instituições financeiras e outras empresas.

Novas diretrizes para as empresas no manuseio de dados pessoais foram emitidas pelos reguladores, incluindo a contratação de funcionários responsáveis ​​pela conformidade e o consentimento explícito dos consumidores ao coletar informações pessoais.

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“Vazamentos de informações pessoais são arriscados”, disse Susan Ning, sócia do escritório de advocacia King&Wood Mallesons, em Pequim. “Essas informações podem facilitar outros crimes”, acrescentou ela.

Sob as leis atuais, os vendedores de informações pessoais podem pegar até sete anos de prisão e multa, enquanto a compra desses dados pode ser punida com multas e até três anos de prisão. As corporações estão sujeitas a punições legais semelhantes.

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COMÉRCIO DE DADOS

Algumas empresas compram ilegalmente informações do departamento de veículos, autoridades de licenciamento de automóveis, vendedores de carros ou de delegacias de polícia, disse Michelle Hu, sócia do Boston Consulting Group, que foi consultora de contratos de seguro.

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Ao inserir palavras-chave como “dados pessoais” ou “dados de celular”, em chinês, a Reuters encontrou mais de 30 grupos criados com a finalidade de vender e comprar informações pessoais no serviço de mensagens instantâneas da Tencent e no site de fóruns Tieba, da Baidu.

Em um comunicado enviado à Reuters, a Tencent disse estar “comprometida com a proteção da privacidade dos usuários e mantendo a segurança dos dados”. A Baidu se recusou a comentar.

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Cinco pessoas se ofereceram para vender à Reuters listas de “pessoas que precisam de empréstimos”, “pessoas que precisam de seguro” e “homens de Xangai com idade entre 30 e 50 anos”.

O preço dessas informações em listas de 100 mil pessoas variava entre 300 iuanes (43,64 dólares) a 2.800 iuanes.

Uma amostra dessas listas incluiu as datas de nascimento dos indivíduos, o status do carro e da casa própria e as informações sobre hipoteca, além de nomes e números de telefone.

A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade das informações.

Três agentes de empréstimos que vendem hipotecas para três dos principais credores chineses disseram que as informações dos clientes são muitas vezes vendidas por funcionários do banco.

Algumas empresas de internet também fornecem acesso a informações pessoais confidenciais por uma taxa, de acordo com as comunicações da Reuters com duas dessas plataformas.

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