Cientistas políticos reprovam ataques de DEM e PMDB

Especialistas em marketing eleitoral reprovam os ataques do PMDB e DEM ao governo Marconi, através do horário eleitoral gratuito no rádio e televisão, sob o argumento de que a população espera dos partidos propostas para a solução das demandas sociais; Justiça suspende pílulas dos dois partidos com argumento de que espaço não pode ser usado para denegrir imagem de adversários

Especialistas em marketing eleitoral reprovam os ataques do PMDB e DEM ao governo Marconi, através do horário eleitoral gratuito no rádio e televisão, sob o argumento de que a população espera dos partidos propostas para a solução das demandas sociais; Justiça suspende pílulas dos dois partidos com argumento de que espaço não pode ser usado para denegrir imagem de adversários
Especialistas em marketing eleitoral reprovam os ataques do PMDB e DEM ao governo Marconi, através do horário eleitoral gratuito no rádio e televisão, sob o argumento de que a população espera dos partidos propostas para a solução das demandas sociais; Justiça suspende pílulas dos dois partidos com argumento de que espaço não pode ser usado para denegrir imagem de adversários (Foto: José Barbacena)

Diário da Manhã (Helton Lenine) - A propaganda veiculada pelo PMDB e DEM em Goiás, com ataques ao governo Marconi, não satisfaz ao eleitorado, já que carecem de propostas para a solução das demandas da sociedade. A opinião é dos cientistas políticos Wilson Ferreira da Cunha, Itami Campos, Luiz Signates e Pelo Célio Alves Borges ouvidos pela reportagem do Diário da Manhã.

Os especialistas em marketing eleitoral sustentam que a crítica faz parte do papel da oposição a qualquer governo, mas que, isolada, perde consistência e produz pouco resultado junto ao eleitorado. Alertam que, pelo reconhecido desgaste dos partidos e dos políticos junto à população, a estratégia do ataque aos adversários só enfraquece os agentes públicos.

Wilson Ferreira da Cunha, professor da Antropologia e Ciência Social da PUC Goiás afirma que o PMDB e DEM de Goiás se equivoca em “disparar ataques” ao governo Marconi sem apresentar alternativas para as dificuldades vividas pelo Estado. “O PMDB de Iris Rezende e o DEM de Ronaldo Caiado, em nível nacional, defendem privatizações de estatais e agora aparecem na televisão em Goiás para criticarem a transferência para a iniciativa privada a venda da Celg D? É oportunismo, contraditório, incoerente e irresponsável essa posição dos peemedebistas e democratas. O senador Ronaldo Caiado precisa explicar esse discurso dúbio contraditório em relação às privatizações e à Celg.”

Wilson Ferreira da Cunha cobra “coerência” ao PMDB e DEM em relação às críticas sobre a segurança pública em Goiás. E explica: “Iris Rezende e Ronaldo Caiado sabem que a segurança é de responsabilidade da União, de acordo com a Constituição e que o Estado, isolado, sem recursos, não consegue os resultados esperados pela população. É preciso que a oposição tenha menos oportunismo e mais seriedade no seu papel de fiscalizador.”

Wilson Ferreira da Cunha ressalta, também, que a propaganda veiculada no rádio e televisão pelo PMDB e DEM é “raivosa” e não sensibiliza a população de Goiás. “Depois de estarem fora do poder há dezesseis anos, o PMDB e DEM não aprende com as derrotas e prossegue com as campanhas agressivas, de ataques e não de apresentar aos goianos um modelo alternativo de governo em Goiás.”

Itami Campos, professor de Ciência Política da UFG e da UniEvangélica é de opinião que a oposição, representada pelo PMDB e DEM, precisa mudar o discurso e a prática política se quiser voltar ao poder em Goiás. “O PMDB e o DEM erra, mais uma vez, em fazer ataques ao governo Marconi, sem apresentar propostas factíveis para os problemas do Estado. A oposição precisa buscar um rumo, depois de tantas derrotas em Goiás.”

Itami Campos diz que, diante da crise econômica porque passa o Estado, reflexo da situação nacional, o PMDB e o DEM deveriam ir para a televisão não para apresentar um discurso “raivoso” e sim mostrar seus programas alternativos que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas. “É lamentável ver a oposição só focar no oportunismo eleitoral. Infelizmente, a classe política está falida, desmoralizada perante a população.”
Incongruências

Luiz Signates, professor de Ciência Política e de Pesquisas da UFG enfatiza que fazer críticas aos governantes é papel da oposição, mas que, ao mesmo tempo, precisa apresentar projetos convincentes e alternativos de poder. “Bater, por bater, não tem resultado prático junto ao eleitor. A crítica isolada, sem se basear em fatos e sem consistência, não funciona e não agrada à população.”

Luiz Signates sustenta que, nas últimas eleições o PMDB e o DEM têm adotado a prática de ataques sistemáticos aos governos de Marconi e os resultados não são favoráveis à oposição. “Está claro que os peemedebistas e democratas utilizam a propaganda política para tentar desgastar a imagem do governador Marconi Perillo. Nem sempre conseguem alcançar esse objetivo.”

Luiz Signates lembra que a “agressividade política, com ataques aos adversários” é ponto marcante no perfil do senador Ronaldo Caiado. “Ele faz política assim, com muita contundência e duros ataques ao governo Marconi, desde que se lançou candidato a senador, em 2014. O PMDB de Iris Rezende também prefere as críticas pesadas do que levar ao eleitor um conjunto de propostas alternativas para uma futura administração no Estado. O eleitor nem sempre aprova esse estilo de atuação dos partidos e dos políticos.”

Críticas e propostas

Pedro Célio Alves Borges, professor de Ciência Social da UFG afirma que fazer críticas é papel da oposição a qualquer governo, mas ressalva que para ter eficiência junto ao eleitorado precisa ser acompanhada de propostas e de programas. “Entendo que a atuação dos partidos precisa conjuga as duas coisas, críticas e propostas. Fazer apenas críticas pode não se alcançar os objetivos. Quando não há propostas, perde-se a eficiência.”

Pedro Célio Alves Borges argumenta que há parcela do eleitorado que se sente incomodada com ataques políticos, principalmente em relação às questões pessoais, mas existem outros setores que cobram da oposição fiscalização e críticas, com apresentação de propostas e programas alternativos de governo. “É preciso ponderar tudo isso.”

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