Ciro Gomes e Carlile Lavor são alvos de ação do MPF

O Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte (CE) entrou com ação de improbidade administrativa contra os ex-secretários de saúde do Estado, Ciro Gomes e Carlile Lavor. De acordo com o órgão, irregularidades foram constatadas durante a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) na região do Cariri

O Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte (CE) entrou com ação de improbidade administrativa contra os ex-secretários de saúde do Estado, Ciro Gomes e Carlile Lavor. De acordo com o órgão, irregularidades foram constatadas durante a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) na região do Cariri
O Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte (CE) entrou com ação de improbidade administrativa contra os ex-secretários de saúde do Estado, Ciro Gomes e Carlile Lavor. De acordo com o órgão, irregularidades foram constatadas durante a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) na região do Cariri (Foto: Rodrigo Rocha)
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Os ex-secretários de Saúde do Ceará, Ciro Gomes e Carlile Lavor, além de outros cinco réus, são alvos de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte, na região do Cariri. Segundo o procurador da república Celso Leal, autor da ação, atos de improbidade foram identificados durante a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) na região.

O texto divulgado na tarde desta terça-feira (29), no Site do MPF do Ceará, diz:

"Foi constatado que, durante a gestão de Ciro Gomes na pasta, a Secretaria da Saúde do Estado não realizou o processo seletivo necessário para a contratação de servidores, e os profissionais foram terceirizados indevidamente, por meio de dispensa de licitação irregular.

Consta na ação que serviços especializados realizados pelo Samu Polo III foram contratados diretamente com a Cooperativa de Trabalho de Atendimento Pré-Hospitalar (COAPH), uma entidade privada com sede em Fortaleza. A legislação permite, em casos de urgência ou alta demanda, a participação de instituições privadas no sistema único de saúde, desde que somente a título complementar, mediante contrato de direito público ou convênio.

Conforme apurado pelo MPF, se constatou também que no momento da contratação da COAPH, a cooperativa sequer dispunha de médicos capacitados para o serviço do Samu. Além disso, não houve preocupação se os médicos detinham especialidade na área, tendo sido orientados, após a seleção, a realizarem um curso de pré-atendimento hospitalar.

As investigações apontaram, ainda, que a empresa foi contratada com dispensa de licitação de forma irregular. "A fundamentação e a comprovação de exclusividade admitidas pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará são notoriamente precárias e absurdas", afirma o procurador Celso Leal.

Devido às irregularidades, o MPF pede que o contrato com a COAPH seja anulado, que seja realizado o credenciamento dos profissionais necessários para o desempenho das funções no Samu e que seja feito o bloqueio de R$ 1,9 milhão, montante que seria internalizado como taxa administrativa pela cooperativa. Além dos ex-secretários Ciro Gomes e Carlile Lavor, também são réus na ação três ex-gestores do Samu Polo III, o Estado do Ceará e a Coaph".

(Com informações do MPF/CE)

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