'Cloroquina não é vacina e não é salvadora', diz médica do Incor

“Cloroquina não é vacina. Está sendo vista como salvadora, e não é", diz a médica e professora do InCor, Ludhmila Abrahão Hajjar, reforçando a advertência feita pela comunidade científica sobre o uso do medicamento no combate ao Covid-19

(Foto: RAPHAEL VELEDA/METRÓPOLES)
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247 - Diferentemente de Jair Bolsonaro, que virou lobista dos fabricantes do cloroquina e tem insistido no discurso de que o medicamento seria a promessa de cura para o novo coronavírus, a cardiologista e intensivista Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de ciência e tecnologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia, disse em entrevista à Folha de S. Paulo, que está havendo um otimismo exagerado em relação à cloroquina.

“Cloroquina não é vacina. Está sendo vista como salvadora, e não é. Mas se você fala isso, já começa a apanhar porque virou uma questão nacional de pressão. Mas a realidade científica é essa, não tem evidência”, diz a médica e professora do InCor (Instituto do Coração).

A médica integrou a comissão de especialistas que se reuniu com Bolsonaro há duas semanas para discutir a cloroquina. Dados preliminares de uma pesquisa em Manaus (AM) apontaram que altas doses da substância aumentam a taxa de letalidade em pacientes graves internados

"Os ensaios in vitro demonstram um potencial da cloroquina de inibir a replicação do vírus e a entrada dele na célula. Porém, em estudos clínicos há uma escassez de dados e muita controvérsia. Boa parte do otimismo vem de um único grupo de pesquisa da França, mas os dados são cientificamente fracos", reforçou.

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