Coelho nega possibilidade de trocar de partido

Apesar de refutar a possibilidade de mudar de legenda após o PSDB oficializar a adesão ao governo Eduardo Campos, em Pernambuco, o deputado estadual Daniel Coelho foi taxativo: "se eu fosse obrigado pelo PSDB a renunciar à liderança da oposição, eu preferiria renunciar ao mandato"; tendo em vista a possibilidade de o tucano deixar o post de líder oposicionista na Alepe e, como consequência, renunciar ao seu mandato, a vaga pode ser preenchida por um membro do PT ou do PTB, partidos que, segundo o parlamentar, não fazem um contraponto firme à administração do PSB no estado

Apesar de refutar a possibilidade de mudar de legenda após o PSDB oficializar a adesão ao governo Eduardo Campos, em Pernambuco, o deputado estadual Daniel Coelho foi taxativo: "se eu fosse obrigado pelo PSDB a renunciar à liderança da oposição, eu preferiria renunciar ao mandato"; tendo em vista a possibilidade de o tucano deixar o post de líder oposicionista na Alepe e, como consequência, renunciar ao seu mandato, a vaga pode ser preenchida por um membro do PT ou do PTB, partidos que, segundo o parlamentar, não fazem um contraponto firme à administração do PSB no estado
Apesar de refutar a possibilidade de mudar de legenda após o PSDB oficializar a adesão ao governo Eduardo Campos, em Pernambuco, o deputado estadual Daniel Coelho foi taxativo: "se eu fosse obrigado pelo PSDB a renunciar à liderança da oposição, eu preferiria renunciar ao mandato"; tendo em vista a possibilidade de o tucano deixar o post de líder oposicionista na Alepe e, como consequência, renunciar ao seu mandato, a vaga pode ser preenchida por um membro do PT ou do PTB, partidos que, segundo o parlamentar, não fazem um contraponto firme à administração do PSB no estado (Foto: Leonardo Lucena)

Mariana Almeida, do Pernambuco 247 - "Se eu fosse obrigado pelo PSDB a renunciar à liderança da oposição, eu preferiria renunciar ao mandato". A declaração foi do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB-PE), líder da oposição ao governo Eduardo Campos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O posicionamento do parlamentar veio quatro dias após a legenda tucana oficializar a adesão à gestão socialista em Pernambuco. Tendo em vista a possibilidade de Coelho deixar o post de líder oposicionista na Alepe e, como consequência, renunciar ao seu mandato, a vaga pode ser preenchida por um membro do PT ou do PTB, partidos que, segundo o parlamentar, não fazem um contraponto firme à administração do PSB no estado. O deputado negou, ainda, a possibilidade de trocar de partido.

"Até o momento, o PT não tem tido uma postura crítica em relação ao governo", afirmou o deputado, nesta sexta-feira (6), em entrevista à Rádio JC News. Sobre o PTB, Coelho, que tentará uma cadeira na Câmara Federal em 2014, disse não enxergar a legenda como um "contraponto político" ao PSB. Entretanto, de acordo com o tucano, a situação só deverá ser esclarecida após o fim do recesso da Alepe, no começo de fevereiro, pois novos formatos poderão ser definidos para as inspeções realizadas pela bancada oposicionista, detentora de três dos quatro membros dentro do PSDB, que assumiu a Secretaria de Trabalho e Emprego e o Detran.

Em 2011, quando era do PV, o tucano passou por uma situação semelhante à que se encontra atualmente. Mesmo após ter tido um candidato que disputou a eleição contra Eduardo Campos, em 2010 – trata-se do atual secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier -, o Partido Verde aderiu à base governista no Legislativo estadual. Como Coelho não abria mão de liderar a bancada oposicionista na Casa, o parlamentar foi obrigado a trocar de partido.

Em entrevista ao Pernambuco 247, o deputado negou que exista a possibilidade de mudar de sigla. "Eu não vou trocar de partido. Em 2011 as coisas eram diferentes, eu fui o único que era contrário à decisão, e não fui ouvido", declarou. "Hoje em dia, quase todos os partidos estão dentro do governo, e minha posição foi muito bem tolerada dentro do PSDB", acrescentou.

Apesar de continuar sendo oposição ao governo estadual, o deputado não deixou de criticar ao presidenciável e governador do estado, Eduardo Campos, que vem adotando constantemente o termo "nova política" em seu discurso, para convencer o eleitorado de que ele (o governador), caso seja eleito, mudará os rumos da política brasileira.

Segundo o deputado, ter uma ideia de "nova política" não é o suficiente para atrair o eleitor. "Cada um pode falar o que quiser, mas não é discurso que conquista a posição do eleitor, são ações que são realizadas. O que vai ser julgado pelo eleitor em outubro é a coerência do que é dito", disse.

O parlamentar criticou, também, a possibilidade haver um palanque duplo em Pernambuco, para apoiar as candidaturas de Campos e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no pleito de outubro. "A meu ver, o eleitor só possui um título, e só vota uma vez. Esse termo vem sido bastante usado, mas, no final, o PSDB vai apoiar Aécio, e os partidos que estiverem dentro da Frente Popular [coligação de siglas que apoiam o PSB] irão com Campos", declarou.

 

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