Coletivos de cristãos e evangélicos lançam candidaturas contra o bolsonarismo

247 - Coletivos de cristãos e evangélicos criados lançaram dezenas de candidatos por partidos de esquerda e centro-esquerda no pleito deste ano. Criado em 2018 como resposta à atuação do bolsonarismo dentro das igrejas, o Cristãos Contra o Fascismo terá 42 candidaturas a vereador, algumas delas coletivas, e três a prefeito por sete partidos diferentes: PT, PDT, PSOL, PCdoB, Cidadania, Rede e UP. 

Partidos de esquerda tentam aumentar o diálogo com o eleitorado religioso. "Sempre tivemos bom diálogo, inclusive no governo Lula", disse Geter Borges, da coordenação nacional do Núcleo Evangélico do PT. As informações foram publicadas pela revista Carta Capital

"Em 2014 Dilma (Rousseff) e Aécio (Neves, do PSDB) dividiram este eleitorado meio a meio. Só não tivemos sucesso em 2018, quando o Bolsonaro teve 70% entre os evangélicos e o Fernando Haddad, 30%. Desde então a gente vem tentando organizar esse diálogo", acrescentou. 

De acordo com dirigente, o partido terá 2.033 candidatos a vereador, 66 a prefeito e 68 a vice que se declaram evangélicos.

Os candidatos de vários coletivos têm origem em igrejas como Assembleia de Deus, Batista, Católica e Presbiteriana. "Estava havendo uma perseguição dentro das igrejas em função das escolhas políticas e assuntos envolvendo LGBTs, negros e pobres", afirmou Diana Brasilis, candidata a vereadora em São Paulo pelo PDT e integrante do grupo, que já reúne mais de 40 mil pessoas. 

Também registram candidaturas este ano os movimentos Bancada Evangélica Popular, Frente Evangélica pelo Estado de Direito, Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Evangélicos pela Diversidade, além outros coletivos em reação ao bolsonarismo. 

O Movimento pela Bancada Evangélica Popular, por exemplo, deverá lançar dez candidatos a vereador, quatro deles em São Paulo. "A gente está tentando oferecer uma alternativa de fé para o público evangélico e isso está atraindo muita gente", disse Samuel Oliveira, candidato a vereador em São Paulo pelo PCdoB. "Até porque é na periferia, onde tem mais evangélicos, que há mais opressão".

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