Coligação de Melo já é maior que a de Fortunati em 2012

Em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), se aproveitou de uma grande coligação que lhe garantiu mais tempo de exposição na TV e no rádio para se reeleger no primeiro turno, com 65% dos votos válidos; na ocasião, a coligação “Por Amor a Porto Alegre” contava com nove partidos: PDT, PMDB, DEM, PMN, PP, PPS, PRB, PTB e PTN; em 2016, a candidatura de situação, do vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), se anuncia com uma coligação ainda maior; já são 13 os partidos oficializados na chapa e podem chegar a 17 ou mais

Em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), se aproveitou de uma grande coligação que lhe garantiu mais tempo de exposição na TV e no rádio para se reeleger no primeiro turno, com 65% dos votos válidos; na ocasião, a coligação “Por Amor a Porto Alegre” contava com nove partidos: PDT, PMDB, DEM, PMN, PP, PPS, PRB, PTB e PTN; em 2016, a candidatura de situação, do vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), se anuncia com uma coligação ainda maior; já são 13 os partidos oficializados na chapa e podem chegar a 17 ou mais
Em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), se aproveitou de uma grande coligação que lhe garantiu mais tempo de exposição na TV e no rádio para se reeleger no primeiro turno, com 65% dos votos válidos; na ocasião, a coligação “Por Amor a Porto Alegre” contava com nove partidos: PDT, PMDB, DEM, PMN, PP, PPS, PRB, PTB e PTN; em 2016, a candidatura de situação, do vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), se anuncia com uma coligação ainda maior; já são 13 os partidos oficializados na chapa e podem chegar a 17 ou mais (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), se aproveitou de uma grande coligação que lhe garantiu mais tempo de exposição na TV e no rádio para se reeleger no primeiro turno, com 65% dos votos válidos. Na ocasião, a coligação “Por Amor a Porto Alegre” contava com nove partidos: PDT, PMDB, DEM, PMN, PP, PPS, PRB, PTB e PTN. Em 2016, a candidatura de situação, do vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), se anuncia com uma coligação ainda maior. Já são 13 os partidos oficializados na chapa e podem chegar a 17 ou mais.

De acordo com a equipe do vice-prefeito, já estão confirmados, além do próprio PMDB, PSD, PSB, DEM, PPS, PRB, PROS, PHS, PEN, PRTB, PSDC, PTN e PMN.

O tamanho da coligação majoritária é essencial para definir o tempo de exposição no horário eleitoral gratuita e de inserções de TV e rádio que cada candidato terá, visto que apenas 10% do tempo é dividido equitativamente. Os outros 90% são divididos de acordo com o número de deputados federais que a aliança representa. Os partidos já oficializados na chapa de Melo somam 220 das 512 cadeiras da Câmara Federal, isto é, 43% do total.

Para efeito de comparação, a segunda maior coligação de momento, a de Raul Pont (PT e PCdoB), soma apenas 69 deputados federais, ou 13,5% do total. Na prática, isso significa que Raul pode ter menos de um terço do tempo de exposição de Melo. Destino semelhante terá – se confirmado – o candidato Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que ainda permanece sem alianças anunciadas e cujo partido soma 51 deputados, 10% do total. Já a líder nas pesquisas, Luciana Genro (PSOL), por enquanto, teria tempo equivalente à representatividade do partido na Câmara, 6 deputados, ou 1,1% do total.

Em 2012, segundo dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) à época, Fortunati teve cerca de 9 minutos e 15 segundos de tempo de TV, enquanto Adão Villaverde (PT) teve cerca de 7 minutos e Manuela D’Ávila (PCdoB) cerca de 6 minutos. Na ocasião, os dois últimos também tinham coligações amplas.

Partidos importantes ainda não definiram

Há, porém, partidos com bancadas importantes que ainda não definiram com quem irão se coligar – ou se ainda lançarão candidatos próprios. Os maiores são PP (47 deputados federais) e PR (42). Os dois ainda estariam discutindo possíveis alianças com o próprio Melo, Marchezan Jr., Vieira da Cunha (PDT) e Maurício Dziedricki (PTB).

Caso ambos acabem fechando com Sebastião Melo, a tendência seria Vieira da Cunha retirar sua candidatura, uma vez que, em entrevista publicada nesta segunda, afirmou que só participaria da disputa se tivesse “competitividade” e que isso só seria possível com alianças. Caso ele desista, o PDT, com seus 19 deputados, seria mais um partido a engrossar a chapa de Sebastião Melo, o que era defendido pelo prefeito Fortunati.

Nesta quarta, em entrevista à Rádio Guaíba, representantes da Rede Sustentabilidade (4 deputados) indicaram que o partido também deve se unir à chapa de Melo.

Considerando um cenário em que todos esses quatro partidos se somem a Melo, sua chapa representaria 332 deputados federais, ou 65% do total. Segundo a equipe do peemedebista, outros partidos menores ainda poderiam se somar à coligação, mas, por terem pouca ou nenhuma representatividade em Brasília, sem interferir no tempo de exposição.

O horário eleitoral gratuito começa no dia 26 de agosto e terá apenas 10 minutos, em vez dos 30 que os candidatos a prefeito tinham na eleição passada. O tempo definitivo de exposição só será anunciado pelo TRE após a oficialização de todas candidaturas, o que ocorrerá na próxima semana.

Vale salientar ainda que o cálculo definitivo leva em conta o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos que integrem a coligação majoritária, o que poderá reduzir a diferença de exposição de Melo para as demais candidaturas, especialmente no caso de PP e PR fecharem com outras chapas.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247