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Collor ao 247: "Segundo turno, só com Barbosa"

Em entrevista exclusiva ao 247, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) analisa o quadro político e afirma que não há dúvida alguma sobre a releeição da presidente Dilma; "a única questão é saber se haverá ou não segundo turno e só Joaquim Barbosa pode provocá-lo"; segundo Collor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já "bateu no teto" e o governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, teria "fôlego curto"; em Alagoas, ele articula um megapalanque de 17 partidos em apoio à reeleição de Dilma e condena os que apostaram no fiasco econômico; "fizeram um ataque especulativo burro contra o governo"; ele afirma ainda que, em Alagoas, o caminho natural é a candidatura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao governo e sua ao Senado

Em entrevista exclusiva ao 247, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) analisa o quadro político e afirma que não há dúvida alguma sobre a releeição da presidente Dilma; "a única questão é saber se haverá ou não segundo turno e só Joaquim Barbosa pode provocá-lo"; segundo Collor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já "bateu no teto" e o governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, teria "fôlego curto"; em Alagoas, ele articula um megapalanque de 17 partidos em apoio à reeleição de Dilma e condena os que apostaram no fiasco econômico; "fizeram um ataque especulativo burro contra o governo"; ele afirma ainda que, em Alagoas, o caminho natural é a candidatura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao governo e sua ao Senado (Foto: Leonardo Attuch)
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Alagoas 247 – Em nenhum estado da Federação, a presidente Dilma Rousseff encontrará condições tão favoráveis à sua reeleição como em Alagoas. A avaliação é feita pelo ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL). "Aqui, uma frente de 17 partidos apoiará a reeleição", disse ele ao 247, em entrevista exclusiva. Esse acordo começou a ser costurado na semana passada, num almoço de comemoração do aniversário do ex-governador Ronaldo Lessa, do PDT. "Em vários estados, estamos vendo dificuldades na relação entre o PT e seus aliados, especialmente com o PMDB. Aqui, há uma grande chance de que nada disso aconteça".

Collor, no entanto, afirma que tudo dependerá da decisão do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Caso Renan decida se lançar ao governo de Alagoas, haverá consenso entre os 17 partidos em torno da sua candidatura", disse ele. "Caso contrário, tudo terá que ser rediscutido". Na composição que vem sendo montada no estado, Renan iria para o governo, o vice seria indicado pelo PT e ele, Collor, completaria a chapa, concorrendo para o Senado. "A bola está com o Renan."

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O ex-presidente afirma que esse acordo é importante para a reeleição de Dilma, porque a frente de 17 partidos também marcaria uma posição contra o governo de Teotônio Villela, do PSDB. "Em 2002, Lula perdeu para o José Serra em Alagoas. Em 2006, perdeu novamente para o Geraldo Alckmin. Só em 2010, quando houve uma frente forte de partidos em apoio à presidente Dilma, é que foi possível vencer no estado".

Segundo Collor, Dilma teria, hoje, mais de 60% das intenções de voto em Alagoas. "A situação no Norte e no Nordeste é bem mais confortável do que no Centro-Sul", afirma. Ainda assim, ele afirma que ela será reeleita. "Sobre isso, não há dúvida. A única questão que permanece é saber se haverá ou não segundo turno".

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O único personagem capaz de provocar um segundo turno, na visão de Collor, é o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. "O senador Aécio já bateu no teto. E a candidatura do Eduardo Campos, mesmo com a Marina, tem fôlego curto", afirma. Ou seja: a oposição precisaria urgentemente dos 15% de Joaquim Barbosa no Datafolha para produzir um segundo turno – onde, segundo Collor, seria novamente derrotada para o PT.

Além das condições objetivas que favorecem a reeleição, Collor afirma que Dilma merece um segundo mandato. "Todos que apostaram contra estão perdendo", afirma. "E o ataque especulativo contra a economia brasileira foi uma operação burra", afirma. "Que sentido há em atacar uma economia que tem US$ 350 bilhões em reservas?"

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Sobre sua relação amistosa e de aliança com o PT, derrotado por ele, em 1989, Collor afirma que foi uma evolução natural. "Desde que voltei ao Senado, me posicionei de maneira muito clara em apoio ao então presidente Lula e, depois, à Dilma", afirma. "Nada mais natural do que, agora, apoiar sua reeleição e promover uma mudança que pode gerar um novo momento em Alagoas."


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