Começa a sair faísca na relação PP-PSDB no RS

Nos bastidores circula a informação de que o PSDB reclama da falta de visibilidade da campanha presidencial de Aécio Neves no Rio Grande do Sul, onde o candidato ao Palácio do Planalto é apoiado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP), que disputará o governo gaúcho; a união entre as duas legendas não estaria produzindo o efeito esperado

Nos bastidores circula a informação de que o PSDB reclama da falta de visibilidade da campanha presidencial de Aécio Neves no Rio Grande do Sul, onde o candidato ao Palácio do Planalto é apoiado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP), que disputará o governo gaúcho; a união entre as duas legendas não estaria produzindo o efeito esperado
Nos bastidores circula a informação de que o PSDB reclama da falta de visibilidade da campanha presidencial de Aécio Neves no Rio Grande do Sul, onde o candidato ao Palácio do Planalto é apoiado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP), que disputará o governo gaúcho; a união entre as duas legendas não estaria produzindo o efeito esperado (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 – A aliança entre PSDB e PP no Rio Grande do Sul anda estremecida. Nos bastidores circula a informação de que aos tucanos reclamam da falta de visibilidade da campanha presidencial de Aécio Neves no estado, onde o candidato ao Palácio do Planalto é apoiado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP), candidato ao governo gaúcho. A união entre as duas legendas não estaria produzindo o efeito esperado.

O PP gaúcho sinaliza um possível apoio à presidenciável Marina Silva (PSB), que já aparece empatada tecnicamente com a presidente Dilma Rousseff (PT), conforme a pesquisa Datafolha. Ambas as candidatas aparecem com 40% dos votos, e o presidenciável Aécio Neves (PSDB), com 15% dos votos. No segundo turno, a ex-senadora venceria a petista, por 50% a 40%.

A insatisfação do PSDB com o PP gaúcho aumentou após algumas declarações de Ana Amélia, na última quinta-feira (28), em debate na Band, quando comentou a crítica de Aécio contra Marina Silva, dando margem para interpretações de que Marina vencerá a disputa presidencial. Sobre a crítica de Aécio, que classificou um possível governo de Marina como "amadorismo", a progressista disse achar natural as desqualificações à presidenciável durante a campanha eleitoral.

"Foi a mesma posição tomada pela candidata Dilma Rousseff para tentar reduzir a capacidade eleitoral de Marina Silva. Creio que isso faz parte da disputa eleitoral: desqualificar os candidatos. Não entro no mérito do senador Aécio Neves, mas quem mais perde com Marina Silva é o Partido dos Trabalhadores e a candidata Dilma Rousseff, que perderá 12 anos de poder e um projeto maior de governo", disse Ana Amélia.

Para formar um palanque forte a favor de Aécio no Rio Grande do Sul, o PSDB abriu mão das vagas de vice e do Senado na chapa do PP-RS. "Confiamos na senadora e sabemos que está do nosso lado. Mas os deputados do PP não estão fazendo campanha para Aécio", afirmou um membro do PSDB ao jornal Zero Hora.

Curiosamente, duas pesquisas feitas em 20 dias mostram que Aécio não acompanhou o desempenho de Ana Amélia no estado. Segundo levantamento feito pelo Ibope de 13 a 16 de julho, a candidata aparece com 37% dos votos, e Aécio, com 23%. Na pesquisa feita pelo mesmo instituto, de 2 a 5 de agosto, a senadora figura com 36%, e o tucano, com 24%.

O Presidente estadual do PP, Celso Bernardi, garante que o partido está apoiando Aécio. De acordo com o dirigente, a legenda não tem exibido imagens do tucano no guia eleitoral de Ana Amélia por questões legais, uma vez que, em nível nacional, o PP está coligado com Dilma. "Assumimos um compromisso com Aécio e vamos lutar por ele até o fim, porque acreditamos que é a melhor opção. Mas é evidente que o partido quer quebrar o ciclo do PT no poder e, para isso, vai fazer o que for necessário", declarou Bernardi.

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