Comitê Olímpico da Argentina demite chefe de missão por apoio à ditadura militar de 1976

"No Comitê Olímpico Argentino que eu presido não há espaço para aqueles que reivindicam como heróis os condenados pela Justiça por crimes contra a humanidade. A diversidade de opiniões não inclui tolerância a tais expressões inaceitáveis", tuitou nesta segunda-feira, 6, o presidente do COA, Gerardo Werthein

Diego Gusmán e a nadadora Delfina Pignatiello
Diego Gusmán e a nadadora Delfina Pignatiello (Foto: Reprodução/Twitter)
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247 - O Comitê Olímpico da Argentina (COA) demitiu o seu principal dirigente profissional, Diego Gusmán, que foi chefe de missão na Rio-2016, no Pan de Lima, e que teria a mesma função nos Jogos de Tóquio, informa o jornalista do UOL, Demétrio Vecchioli. Ele foi demitido após compartilhar em um grupo de Whatsapp um vídeo em que exaltava ditadura argentina de 1976.

"No Comitê Olímpico Argentino que eu presido não há espaço para aqueles que reivindicam como heróis os condenados pela Justiça por crimes contra a humanidade. A diversidade de opiniões não inclui tolerância a tais expressões inaceitáveis", tuitou nesta segunda-feira, 6, o presidente do COA, Gerardo Werthein.

No dia Dia da Memória e da Justiça, quando a Argentina relembra as vítimas torturadas e assassinadas da ditadura militar, o presidente da federação de xadrez anunciou num grupo de Whatsapp de dirigentes esportivos que faria uma competição online "pela memória, verdade e justiça". Respondendo, Gusmán, que é militar, reagiu postando no grupo defendendo a ditadura, chamando os ditadores de "heróis". 

Cinco conselheiros do COA resolveram fazer uma queixa formal, cobrando a imediata demissão de Gusmán. O próprio Gusmán foi conselheiro no passado, mas abdicou do posto para ter um emprego remunerado no comitê como chefe de missão - no COB, esse papel foi ocupado por muitos anos pelo membro do COI Bernard Rajzman e atualmente é do vice-presidente Marco La Porta.

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