Comunicadores criam rede alternativa para contrapor discurso golpista

A atuação dos comunicadores tem como objetivo produzir informações para se contrapor à campanha da grande mídia, que busca legitimar um golpe de Estado, disfarçado de impeachment. Segundo Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), cada militante deve utilizar as ferramentas de comunicação que têm acesso para construir um movimento popular e de massa em contraposição aos barões da mídia. O Ceará 247 se insere nessa Rede de Comunicadores 

A atuação dos comunicadores tem como objetivo produzir informações para se contrapor à campanha da grande mídia, que busca legitimar um golpe de Estado, disfarçado de impeachment. Segundo Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), cada militante deve utilizar as ferramentas de comunicação que têm acesso para construir um movimento popular e de massa em contraposição aos barões da mídia. O Ceará 247 se insere nessa Rede de Comunicadores 
A atuação dos comunicadores tem como objetivo produzir informações para se contrapor à campanha da grande mídia, que busca legitimar um golpe de Estado, disfarçado de impeachment. Segundo Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), cada militante deve utilizar as ferramentas de comunicação que têm acesso para construir um movimento popular e de massa em contraposição aos barões da mídia. O Ceará 247 se insere nessa Rede de Comunicadores  (Foto: Fatima 247)

Ceará247 - Os participantes do Encontro da Mídia Livre e Popular, realizado na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT Ceará), esta semana, que reuniu jornalistas, publicitários, radialistas, ativistas digitais, blogueiros, produtores culturais e cineastas decidiram criar uma Rede de Comunicação Alterativa. A ideia é produzir informações para se contrapor à campanha da grande mídia, que busca legitimar um golpe de Estado, disfarçado de impeachment.

“Hoje, os grandes conglomerados midiáticos sustentam seu poder utilizando sua influência, por exemplo, sobre o poder judiciário, para plantar opiniões na sociedade. Neste momento o projeto deles é derrubar a presidente Dilma, mesmo sem que a mesma seja acusada de algum crime. Nosso papel aqui é de criar uma via de sustentação dos veículos de comunicação progressistas e alternativos. Cada militante deve utilizar as ferramentas de comunicação que têm acesso para construirmos um movimento popular e de massa em contraposição aos barões da mídia”, afirmou Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce).

Ao todo, representantes de 25 entidades trouxeram contribuições para o debate, que teve o objetivo de traçar uma estratégia conjunta de comunicação contra um golpe, uma ameaça não só ao mandato da presidente Dilma Rousseff, mas sobretudo ao Estado Democrático de Direito.

A jornalista e cineasta Verônica Guedes enfatizou que mais de mil organizações sociais já se manifestaram publicamente contra o golpe, num movimento de reação nacional que deve crescer ainda mais. “Nós estamos envolvendo a classe artística e também profissionais que atuam no campo cultural para mostrar para a sociedade os perigos colocados para a democracia neste momento”, disse.

Uma das entidades presentes em todas as manifestações de rua, o Levante Popular da Juventude tem protagonizado os atos em defesa da democracia. Gabriel Campelo acredita que os jovens são o fermento da massa contra o golpe. “Temos que ir às periferias, ouvir as pessoas, produzir material com esse pessoal, mostrar o que mudou na vida do povo. Temos a internet, temos as nossas redes sociais para isso”, enfatizou.

Grupos de trabalho e campanha

Além de construir uma pauta conjunta, os profissionais se dividiram em grupos de trabalho por área de atuação, que terá a missão de não só realizar a contra argumentação durante a discussão pública sobre o impeachment, mas também de provocar o debate sobre a cidadania e a democratização da comunicação. Os comunicadores foram divididos nos seguintes grupos: publicidade e artes visuais; redação e assessoria de imprensa; redes sociais e ativismo digital; e audiovisual.

“Parte do nosso esforço ficará focado também em uma campanha para alertar a sociedade sobre a movimentação política atual. Seu objetivo é debater a conjuntura e se posicionar em relação a ela. Não compactuamos com quem defende a quebra da legalidade para beneficiar a parcela abonada da população, em troca do enfraquecimento do Estado democrático de direito”, afirmou Rafael Mesquita, secretário geral do Sindjorce, que coordenou o evento. Segundo ele, serão produzidos materiais gráficos, lambes, áudios e “memes”, além da TV Democracia, canal com web reportagens que será compartilhado na rede criada.

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