Conab inicia pagamento de R$ 53 milhões a canavieiros

Quem informa é o presidente da Unida, Alexandre Andrade de Lima; "O dinheiro começou a ser liberado quase agora (na tarde desta segunda-feira, 6). Devido ao grande número de produtores, o pagamento deve ser completado entre sete e dez dias", disse o dirigente; o valor corresponde a 35,8% da subvenção de R$ 148 milhões anunciada pela presidente Dilma em maio do ano passado; entretanto, Lima discorda da forma como será feita a retirada do dinheiro pelos produtores de cana 

Quem informa é o presidente da Unida, Alexandre Andrade de Lima; "O dinheiro começou a ser liberado quase agora (na tarde desta segunda-feira, 6). Devido ao grande número de produtores, o pagamento deve ser completado entre sete e dez dias", disse o dirigente; o valor corresponde a 35,8% da subvenção de R$ 148 milhões anunciada pela presidente Dilma em maio do ano passado; entretanto, Lima discorda da forma como será feita a retirada do dinheiro pelos produtores de cana 
Quem informa é o presidente da Unida, Alexandre Andrade de Lima; "O dinheiro começou a ser liberado quase agora (na tarde desta segunda-feira, 6). Devido ao grande número de produtores, o pagamento deve ser completado entre sete e dez dias", disse o dirigente; o valor corresponde a 35,8% da subvenção de R$ 148 milhões anunciada pela presidente Dilma em maio do ano passado; entretanto, Lima discorda da forma como será feita a retirada do dinheiro pelos produtores de cana  (Foto: Leonardo Lucena)

Mariana Almeida, do Pernambuco 247 - O pagamento de R$ 53 milhões em subsídios, destinados a mais de 20 mil produtores de cana-de-açúcar no Nordeste que foram afetados pela seca, já começaram a ser efetuados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor corresponde a 35,8% da subvenção de R$ 148 milhões anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT) em maio do ano passado. Entretanto, entretanto, Lima discorda da forma como será feita a retirada do dinheiro.

"A Conab vai colocar uma janela no site oficial, para que os beneficiados possam colocar o CPF e ver se o dinheiro já foi depositado. Além disso, manteremos nosso site atualizado e estamos falando com os canavieiros", afirmou o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima, que também preside a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco. "O dinheiro começou a ser liberado quase agora (na tarde desta segunda-feira, 6). Devido ao grande número de produtores, o pagamento deve ser completado entre sete e dez dias", complementou.

Mas a maneira como a verba poderá ser sacada é motivo de preocupação no setor canavieiro. O fato é que, de acordo com o dirigente, a Conab não quer liberar mais as listas de pagamento com o nome dos contemplados e a data de pagamento. O órgão quer que cada produtor individualmente tenha acesso aos dados através do CPF. O problema da decisão é que a maioria dos agricultores não domina a linguagem computacional. "Se o produtor não sacar no tempo certo, o recurso volta para o governo", conta Lima. "Caso algum beneficiário não retire o dinheiro, vamos ter que fazer uma outra requisição para que o dinheiro possa ser reenviado, em um processo bem demorado".

O atraso na liberação dos R$ 148 milhões aos canavieiros ocorreu em razão de um pedido do Tesouro Nacional para o fechamento das contas públicas e a realização de ajustes fiscais do governo federal. Mesmo após o início dos R$ 53 milhões que faltavam para o setor, o presidente da Unida voltou afirmar que o valor total do subsídio ainda não é o suficiente para atender a todos os produtores.

"Estamos nos organizando para pedir mais R$ 40 milhões do Governo Federal. Foram muitos agricultores inscritos, e, segundo as nossas contas, o montante liberado até agora pode não ser suficiente para pagar a todos", disse. "Isso não quer dizer que eles receberão mais dinheiro, mas sim que esse valor contemplará os canavieiros não beneficiados inicialmente", acrescentou.

O dirigente havia informado que o setor canavieiro recuperou apenas 30% (R$ 225 milhões) de um prejuízo estimado em R$ 750 milhões no estado. Diante deste quadro ainda caótico, Lima disse que, nos próximos seis meses, serão criadas alternativas para incentivar a sustentabilidade dentro do semiárido brasileiro. Entre os projetos, deve ser discutido um empreendimento ligado à irrigação dos locais atingidos pela seca.

"Representantes dos órgãos envolvidos tiveram um primeiro encontro para que pudéssemos criar as pautas. Na próxima reunião, que será realizada no dia seis de fevereiro, no prédio da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), vamos discutir medidas para colocar as pautas em prática", detalhou o presidente da Unida.

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