Concurso da PM/AL permite inscrição de transgêneros e travestis

Item no edital do concurso público para a Polícia Militar permite que pessoas transgêneras e travestis possam participar do certame, como também se inscreverem com o nome social; item 4.4.9.3 está em vigor desde o edital de 2017; "O mundo é diverso e cada pessoa deve fazer a sua opção sexual. Acho que não deveria ter esse tipo de limitação. Até nas forças armadas americanas isso já foi superado e o Brasil precisa superar isso também", disse o governador Renan Filho

Polícia Militar de Alagoas
Polícia Militar de Alagoas (Foto: Paulo Emílio)

GazetaWeb - Um item no edital do concurso público para a Polícia Militar, que foi amplamente compartilhado nas redes sociais, chamou a atenção pela quebra de barreiras e pela inclusão. Pessoas transgêneras e travestis podem participar do certame, como também se inscreverem com o nome social. O item 4.4.9.3 está em vigor desde o edital de 2017, quando o Governo de Alagoas realizou concurso para 1.500 para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

O governador Renan Filho (MDB), durante solenidade de início do curso de formação de novos policiais na manhã desta quinta-feira (28), comentou que a inclusão dos transgêneros e travestis mostra a evolução da Segurança Pública em Alagoas e que o Brasil precisa superar esse debate, porque o "mundo é livre".

"Eu não tenho nada contra. O mundo é livre. O mundo é diverso e cada pessoa deve fazer a sua opção sexual. Acho que não deveria ter esse tipo de limitação. Até nas forças armadas americanas isso já foi superado e o Brasil precisa superar isso também. Isso mostra a evolução da segurança pública de Alagoas", comentou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Sampaio, também comentou a inclusão e afirmou que a corporação já dispõe de militares transgêneros e/ou travestis, inclusive, segundo ele, são excelentes profissionais.

"Assim como o governador falou, esse é um assunto que nem deveríamos estar debatendo, porque já cada pessoa tem sua opção sexual e nós devemos respeitá-la. Já possuímos em nosso quadro pessoas transgêneras e travestis e são excelentes profissionais, que honram a farda que vestem e estão dispostas a defender a sociedade", concluiu.

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