Contrária à Reforma Trabalhista, Kátia bate duro no projeto

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) apresentou 18 propostas de mudanças no projeto da reforma trabalhista, as a proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sem alterações; de acordo com a parlamentar, não há condições de analisar em tão pouco tempo um projeto que foi totalmente modificado pelos deputados federais; “Eu não tenho condições de chegar ao meu Estado depois de votar pelos 30 minutos de intervalo de almoço, pelo trabalho intermitente ou pela permanência de gestantes e lactantes em ambientes insalubres”, afirmou Kátia Abreu durante a votação na CAE

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 - A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) apresentou 18 propostas de mudanças no projeto da reforma trabalhista, as a proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sem alterações. De acordo com a parlamentar, não há condições de analisar em tão pouco tempo um projeto que foi totalmente modificado pelos deputados federais. A congressista afirmou que o texto original continha apenas sete artigos, mas chegou à Casa com 117 artigos e mais de 200 dispositivos, após as modificações na Câmara.

“Fico preocupada com esse açodamento. Eu não sou carimbadora da Câmara, fui eleita com muito orgulho pelo Tocantins para ser da Casa revisora e eu não tenho condições de chegar ao meu Estado depois de votar pelos 30 minutos de intervalo de almoço, pelo trabalho intermitente ou pela permanência de gestantes e lactantes em ambientes insalubres”, afirmou Kátia Abreu durante a votação na CAE, em referência às propostas contidas na reforma trabalhista.

A peemedebista criticou a decisão do relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), de acatar a íntegra do texto aprovado pela Câmara. “Por bem ou por mal, não sabemos até que dia o presidente da República ficará naquela cadeira. Estamos votando com base em um acordo que não sabemos quem vai cumprir”, disse, expondo sua oposição a Michel Temer (PMDB).

“Trabalho intermitente aliado ao projeto de terceirização são nocivos para o país e, infelizmente, acabarão virando a regra. Teremos menos contribuição à Previdência e rombo vai aumentar. Não estamos falando do ABC Paulista, que são pessoas politizadas e acostumadas a brigar por direitos. Estamos falando de trabalhadores que não têm militância, não tem proteção”, acrescentou.

 

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