Correia critica “Judiciário tucano e a velocidade que lhe convém”

"A condenação mais rápida entre todas as acusações da Lava Jato, já que os outros casos demoraram de 18 a 30 meses. Todos sabemos que esse processo foi um novo golpe 'com Supremo e com tudo' para tentar tirar Lula das corridas pela eleição, fazendo dele, assim, um preso político", disse o deputado estadual Rogério Correia (PT)

Rog�rio Correia (deputado estadual PT/MG)
Rog�rio Correia (deputado estadual PT/MG) (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O deputado estadual Rogério Correia (PT) criticou a seletividade nas condenações feitas pela Justiça brasileira, ao dizer que, "na agilidade da lebre, o TRF-4 de Moro correu para prender Lula na velocidade da luz fazendo com que ele fosse julgado em um recorde de 42 dias".

"A condenação mais rápida entre todas as acusações da Lava Jato, já que os outros casos demoraram de 18 a 30 meses. Todos sabemos que esse processo foi um novo golpe 'com Supremo e com tudo' para tentar tirar Lula das corridas pela eleição, fazendo dele, assim, um preso político", escreveu o parlamentar, nesta sexta-feira (15), em sua conta no Twitter.

Segundo Correia, "agora, quando se trata de apreciar recursos apresentados pela defesa de Lula, não há pressa. Na lentidão da tartaruga, o TRF-4 reduziu seus passos, espreguiçou, relaxou, tirou um cochilo".

"E como sempre, a grande mídia esconde e se desinteressa pela pauta, não sabem de nada. Ninguém viu e ninguém vê. Assim como no caso de Marielle, que já tramita há 3 meses desde seu assassinato. Até agora não encontraram o fascista que executou o crime. A agilidade não funciona para a esquerda", acrescentou. "De toda forma, todos sabemos que no final do conto, a tartaruga vence a lebre na corrida. Até mesmo a lebre sabe que a tartaruga vence. E em primeiro turno. Apostemos?", questionou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado sem provas por Sérgio Moro no processo do triplex em Guarujá (SP). Um detalhe é que, na apresentação da denúncia, em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "prova cabal" de que Lula era o proprietário do apartamento. E, em janeiro deste ano (2018), a Justiça do Distrito Federal determinou a penhora dos bens da empreiteira OAS, dentre eles o imóvel que a Operação Lava Jato atribuía ao ex-presidente.

Lula era acusado de ter recebido o imóvel da construtora, mas, em abril deste ano, foram divulgadas na internet imagens da parte interna do apartamento mostrando que não havia sido feita a reforma para supostamente recebê-lo.

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