Correia: decisão da ONU deixa claro que Lula é preso político

"A cada dia fica mais evidente, sobretudo internacionalmente, que Lula é um preso político, pois foi encarcerado por um juiz suspeito e com partido e sem sequer uma prova de algo ilícito", afirmou o deputado estadual Rogério Correia (PT), após a ONU pedir oficialmente respeito aos direitos políticos do ex-presidente

Correia: decisão da ONU deixa claro que Lula é preso político
Correia: decisão da ONU deixa claro que Lula é preso político (Foto: Dir.: Stuckert)
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Minas 247 - O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) afirmou que com a decisão da ONU exigindo a participação de Lula nas eleições "fica mais evidente, sobretudo internacionalmente, que Lula é um preso político, pois foi encarcerado por um juiz suspeito e com partido e sem sequer uma prova de algo ilícito".

Em nota, a ONU determinou que o Estado brasileiro "tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico (leia mais)".

O ex-presidente foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), com uma sentença contestada por vários juristas. Inclusive, em janeiro, antes de Lula ser julgado em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), em Porto Alegre, juristas divulgaram uma carta em cinco idiomas denunciando o "Estado de Exceção" no Brasil.

Segundo o texto, "com cumplicidade de parte do Poder Judiciário, o Sistema de Justiça, não apenas em relação a Lula, mas especialmente em razão dele, tem sufocado o direito à ampla defesa, tratando-o de forma desigual e discriminatória e criado normas processuais de "exceção" contra ele e vários investigados e processados, típico 'lawfare', subordinado ao processo eleitoral".

Lula também teve prisão de ordem decretada por Sergio Moro antes do esgotamento de todos os recursos judicias. 

Sobre o processo do triplex, vale ressaltar que o procurador Henrique Pozzobon, ao fazer a denúncia,  admitiu que não havia "prova cabal" de que Lula era o proprietário do imóvel. De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, ele receberia o apartamento reformado pela OAS. Outro detalhe é que, em janeiro deste ano (2018), a Justiça do Distrito Federal determinou a penhora dos bens da empreiteira, dentre eles justamento o aparamento que a Operação Lava Jato atribuía ao Lula. 

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