Correia sobre governo Bolsonaro: um ministro caixa 2 e outra propineira

"Um ministro caixa 2 e uma ministra propineira da JBS ! Bolsonaro não surpreende, é o que já se esperava", disse deputado estadual Rogério Correia (PT), em referência ao futuro ministro da Casa Civil que admitiu caixa 2, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e também à deputada Tereza Cristina (DEM-MS), futura comandante da pasta da Agricultura e suspeita de ter dado incentivos à JBS quando era secretária do agronegócio de Mato Grosso do Sul, ao mesmo tempo em que mantinha um negócio pecuário com o grupo

Correia sobre governo Bolsonaro: um ministro caixa 2 e outra propineira
Correia sobre governo Bolsonaro: um ministro caixa 2 e outra propineira (Foto: W. Dias)

Minas 247 - "Um ministro caixa 2 e uma ministra propineira da JBS ! Bolsonaro não surpreende, é o que já se esperava O deputado estadual Rogério Correia (PT), eleito deputado federal. O parlamentar fez referência ao futuro ministro da Casa Civil que admitiu caixa 2, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e também à deputada Tereza Cristina (DEM-MS), futura comandante da pasta da Agricultura.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é o primeiro político a assumir ter recebido recursos de caixa dois da JBS. Em entrevista ao jornalista André Machado, da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre, no ano passado, ele disse que o dinheiro foi doado por uma subsidiária da empresa no Rio Grande do Sul por meio de uma pessoa da confiança dele. "Final da campanha, reta final, a gente cheio de dívidas com fornecedores, pessoas, eu usei o dinheiro. E a legislação brasileira não permite fazer a internalização desse recurso", disse.

Na semana passada, uma reportagem da Folha também apontou que Lorenzoni pode ter recebido um caixa dois ainda maior do que admitiu em suas campanhas eleitorais. Planilha entregue por delatores da JBS indica a entrega de mais R$ 100 mil por fora ao deputado, além dos R$ 100 mil que ele já havia admitido.

No caso de Tereza Cristina, o veículo paulista também denunciou neste domingo (18) que a parlamentar concedeu incentivos fiscais à empresa JBS quando era secretária do agronegócio de Mato Grosso do Sul (MS), ao mesmo tempo em que mantinha um negócio pecuário com o grupo.

Tereza negou nesta segunda-feira (19) ser parceira da JBS e ter concedido benefícios fiscais à empresa (veja mais aqui).

Mais Médicos

Ainda no Twitter, Correia criticou a declaração de Bolsonaro durante entrevista à imprensa neste domingo (18). Segundo o presidente eleito, Cuba submete seus profissionais a uma situação "análoga à escravidão".

"Bozo cínico: votou contra todos os direitos trabalhistas das empregadas domésticas brasileiras e se diz preocupado com 'escravidão' de médicos cubanos, aos quais chamou de mercenarios e queria impedir suas famílias de terem emprego no Brasil!", escreveu o parlamentar no Twitter.

Na semana passada, a ilha caribenha decidiu abandonar o programa Mais Médicos, na semana passada. A decisão foi um protesto contra Bolsonaro.

De acordo com documento do Ministério da Saúde cubano, o presidente eleito, "com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao acordo desta com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratar individualmente".

O futuro chefe do Executivo federal já havia dito que iria expulsar os médicos cubanos do Brasil alegando que iria instrumentalizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247