Cpers adere à greve nacional de três dias

O Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) adere, a partir desta terça-feira (15), à greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entre outras causas (confira abaixo), pelo cumprimento da lei do piso do magistério e contra a terceirização, projeto já aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Senado. A paralisação também é um protesto ao fato de as organizações sociais (OSs) assumirem insitituições de ensino em Goiás e  à militarização das escolas públicos, já que nesse mesmo Estado diretores foram substituídos por policiais. “Escola não é lugar de polícia”, afirmou a presidente do Cpers, Hlenir Aguiar Schürer.

29/02/2016 - PORTO ALEGRE, Professores ligados ao CPERS realizam caminhada no centro da Capital em dia de paralisação contra as políticas do governo Sartori. Ato terminou em frente ao Palácio Piratini com aula pública. Foto: Guilherme Santos/Sul21
29/02/2016 - PORTO ALEGRE, Professores ligados ao CPERS realizam caminhada no centro da Capital em dia de paralisação contra as políticas do governo Sartori. Ato terminou em frente ao Palácio Piratini com aula pública. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Leonardo Lucena)

Jaqueline Silveira, Sul 21 - O Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) adere, a partir desta terça-feira (15), à greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entre outras causas (confira abaixo), pelo cumprimento da lei do piso do magistério e contra a terceirização, projeto já aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Senado. A paralisação também é um protesto ao fato de as organizações sociais (OSs) assumirem insitituições de ensino em Goiás e  à militarização das escolas públicos, já que nesse mesmo Estado diretores foram substituídos por policiais. “Escola não é lugar de polícia”, afirmou a presidente do Cpers, Hlenir Aguiar Schürer.

A greve nacional é de três dias e se encerra na próxima quinta-feira (17). No Estado, conforme a direção do Cpers, a orientação é para as escolas permanecerem fechadas nos três dias. No período, o sindicato sugeriu que os 42 núcleos realizem atividades, como, por exemplo, assembleias regionais, bicicletaço, bandeiraço e mateada. “A gente não sabe como será a resposta da categoria. Nós temos um governo que, infelizmente, faz terrorismo com os servidores públicos”, ironizou Helenir, sobre o “receio” da cateoria em relação à dministração do governador José Ivo Sartori (PMDB). Ao final da tarde desta terça, o sindicato terá uma avaliação da adesão à greve chamada pela CNTE.

O Cpers também orientou os núcleos a ativarem as comissões de mobilização com o fim de enfatizar a importância da assembleia da próxima sexta-feira (18), no Gigantinho, quando a categoria poderá decidir pela greve. Também na assembleia do Gigantinho, os professores irão debater sobre a posição contrária à Reforma da Previdência e ao projeto de privatização das escolas, por meio das organizações sociais, e defender o cumprimento do piso dos professores e dos funcionários de escola. Ainda estará da pauta o debate sobre a reorganização das escolas, que inclui o fechamento de turmas e a enturmação, além do fim do parcelamento do salário que tem atingido os professores do Rio Grande do Sul. “As prioridades do governo são outra”, criticou Helenir, sobre as decisões da administração peemedebista para a educação.

Governo divulgou nota sobre paralisação

Em nota divulgada no final da tarde de segunda-feira (14), o governo do Estado afirmou que “compreende e respeita” os motivos de o Cpers aderir à paralisação nacional, entretanto, ressaltou que “é fundamental” a manutenção regular das aulas, “preservando o atendimento dos nossos estudantes.” Também, frisou a nota, os diretores devem garantir o acesso dos alunos e dos professores às escolas. “Eventuais ausências devem ser apontadas, conforme regem as normativas em vigor”, alertou o governo, em outro trecho do texto.

O Piratini fez, ainda, um apelo devido à situação financeira do Estado, agravada pela crise econômica do país, pela união “acima de interesses políticos e corporativos.” Por fim, o governo reafirmou que está buscando o equilíbrio financeiro das contas para melhorar os serviços públicos e a remuneração dos servidores, que mais uma vez receberam os salários parcelados.

Motivo da greve nacional convocada pelo CNTE

– Pelo cumprimento da Lei do Piso
– Contra a terceirização
-Contra a entrega das escolas às organizações sociais (OSs);
-Contra o parcelamento dos salários
– Contra a militarização de escolas públicas
– Contra a reorganização das escolas

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