CPI e Cachoeira querem. O que impede depoimento?

Decisão do Tribunal de Justiça não proíbe a comissão de inquérito da Assembleia de Goiás de ouvir o contraventor sobre suas relações com autoridade e políticos do Estado e de prefeituras; relator Talles Barreto (PTB), que reforçou hoje o interesse em ouvir Cachoeira, diz que Procuradoria da Casa sugeriu manter suspensos os trabalhos até julgamento do recurso, que se arrasta no TJ

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Goiás247_ O deputado estadual e relator da CPI da Delta na Assembleia, Talles Barreto (PTB), reforçou nesta segunda-feira, 14, que a comissão tem interesse em convocar o contraventor Carlinhos Cachoeira para prestar depoimento. Em entrevista ao programa Papo Político, da rádio CBN Goiânia, o trabalhista afirmou que seria importante ouvir o depoimento de Cachoeira e também o de Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora no Centro-Oeste.

“Temos a avaliação de que Cachoeira era o grande responsável pela contravenção em Goiás e ele era um consultor da Delta. Grande parte dos contratos dessa construtora era feito com as prefeituras”, afirmou Talles.

Cachoeira disse ao jornal O Popular recentemente, quando foi à Justiça Federal em Goiânia informar de suas viagens, que tem o interesse de ir à CPI prestar depoimento. Talles falou na entrevista que tem informações de que Cláudio Abreu também estaria disposto a colaborar com a Comissão.

A CPI está paralisada por decisão dos próprios integrantes depois que uma liminar do Tribunal de Justiça impediu a comissão de investigar os contratos com as prefeituras de Aparecida de Goiânia, Goiânia, Anápolis e Catalão. A procuradoria da Assembleia recorreu e o recurso seria julgado no último dia 9, mas foi adiado. A expectativa é que seja julgado entre os dias 20 e 25 deste mês.

Nada impediria, porém, de que a CPI tomasse o depoimento de Cachoeira, já que tanto ele como o relator manifestaram interesse na oitiva.

Talles Barreto disse na CBN, contudo, que a orientação da Procuradoria da Casa é que a CPI não execute nenhum trabalho referente aos contratos com as prefeituras. Segundo ele, isso afetaria até mesmo os depoentes, que ficariam impedidos de falar da relação da Delta com as prefeituras de Anápolis, Aparecida, Goiânia e Catalão.

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