Crack: Haddad diz que não adotará ações “higienistas”

Prefeito de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que pretende oferecer emprego a usuários que ficam na região da Cracolândia, no centro da capital; medida é anunciada depois de determinação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2012, para que a Polícia Militar tirasse os dependentes químicos do local, sem rumo definido

Prefeito de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que pretende oferecer emprego a usuários que ficam na região da Cracolândia, no centro da capital; medida é anunciada depois de determinação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2012, para que a Polícia Militar tirasse os dependentes químicos do local, sem rumo definido
Prefeito de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que pretende oferecer emprego a usuários que ficam na região da Cracolândia, no centro da capital; medida é anunciada depois de determinação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2012, para que a Polícia Militar tirasse os dependentes químicos do local, sem rumo definido (Foto: Gisele Federicce)

SP247 – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse não querer adotar medidas "higienistas" no que diz respeito a usuários de crack na cidade. Nesta segunda-feira, ele anunciou que pretende oferecer empregos a fim de "oferecer oportunidades" aos dependentes químicos da região da Cracolândia, no centro da capital paulista.

"Nós estamos tratando isso como um problema de saúde, nós não vamos tratar com violência. Nós temos que aprender com o passado, não podemos repetir os erros já cometidos. Então vamos afastar qualquer tipo de abordagem higienista", declarou Haddad, que disse estar em contato há um mês com as lideranças de dependentes químicos.

Segundo ele, as medidas a serem adotadas pelo Prefeitura são parecidas com um programa de sucesso na Holanda, baseado no princípio de oferecer trabalho para essas pessoas. Ele afirmou que esteve com o governador Geraldo Alckmin na semana passada para tratar desse tema.

Há cerca de um ano e meio, a Polícia Militar, por determinação do governo Alckmin, forçou a saída dos dependentes químicos da região, que ficaram sem rumo e acabaram se espalhando por outros bairros da cidade. A medida foi duramente criticada por órgãos de direitos humanos.

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