Creche da Prefeitura fecha e deixa bebê de 7 meses trancado sozinho em SP

Uma creche conveniada da Prefeitura de São Paulo, oficialmente ainda comandada por João Doria, abandonou uma criança de apenas sete meses sozinha dentro de suas instalações; funcionários na CEI (Centro de Educação Infantil) Céu Estrelado, em Guaianases, na zona leste, foram embora e deixaram o bebê sozinho; pai da criança precisou escalar telhado para resgatar o filho

Creche da Prefeitura fecha e deixa bebê de 7 meses trancado sozinho em SP
Creche da Prefeitura fecha e deixa bebê de 7 meses trancado sozinho em SP (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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SP 247 - Uma criança de apenas sete meses foi abandonada na terça-feira (20) por funcionários na CEI (Centro de Educação Infantil) Céu Estrelado, em Guaianases, na zona leste da cidade de São Paulo.

A unidade é conveniada da prefeitura, sob gestão João Doria (PSDB). O menino foi resgatado pelo próprio pai, o agente de trânsito Wellington Elias dos Santos Júnior, 20, que foi obrigado a escalar o telhado de vizinhos da creche para entrar no prédio.

A atendente Caroline Figueiredo Costa, 18, afirma que ligou para a creche informando que o marido iria atrasar um pouco para buscar o filho, por causa do temporal que atingiu a capital paulista na tarde de terça-feira.

Segundo relato da mãe, Wellington chegou na creche por volta das 16h40, cerca de 20 minutos depois do horário em que costuma pegar o menino normalmente. Ele chamou, gritou e ninguém atendeu. Decidiu então ir à casa da sogra perguntar se alguém da família já tinha levado a criança e foi surpreendido ao descobrir que não estava lá.

O pai voltou para a creche e vizinhos perceberam que havia uma criança chorando dentro do prédio. Wellington então subiu pelo telhado de um vizinho, arrancou a tela de uma janela e saiu da creche com o filho no colo.

Segundo Caroline, a criança tem refluxo e não pode ficar sozinha --sob risco de engasgar. Ela registrou boletim de ocorrência no 44º DP. Segundo a polícia, as testemunhas e os responsáveis estão sendo ouvidos. "Para uma criança, isso é trauma. Ele não vai conseguir ir para a creche tão cedo", afirma Caroline.

 As informações são de William Cardoso na Folha de S.Paulo.

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