Cresce número de assalto a postos de combustíveis em Arapiraca

Os crimes acontecem sempre com o mesmo roteiro na maior cidade do interior de Alagoas: dois homens armados em uma motocicleta  abordam os frentistas e levam o dinheiro das vendas e os objetos pessoais dos funcionários. Empresários do setor reclamam da falta policiais e de viaturas e afirmam que a polícia perdeu o controle. Para a PM, o que tem gerado o aumento no número de assaltos é a maioridade penal.  

Cresce número de assalto a postos de combustíveis em Arapiraca
Cresce número de assalto a postos de combustíveis em Arapiraca
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Alagoas247 - Os postos de combustíveis em Arapiraca estão na mira dos assaltantes. Desde o início de 2013, a Polícia Militar tem registrado uma verdadeira onde de assaltos aos estabelecimentos comerciais do setor. Esta semana, já foram registrados três casos até esta sexta-feira (12). Na segunda-feira (08), o primeiro assalto ocorreu no bairro Planalto ao posto Flex. Já na manhã de hoje, foram roubados o posto Trevo, no bairro Canafístula, e pela segunda vez, na mesma semana, o posto Flex.

Os crimes acontecem sempre com o mesmo roteiro: dois homens armados chegam em uma motocicleta e abordam os frentistas, levando dinheiro das vendas e objetos pessoais dos funcionários.

O empresário Carlos Alberto, de uma rede de postos combustíveis, está inconformado com o aumento da violência na segunda maior cidade de Alagoas. “A polícia perdeu o controle”, frisou Carlos. Para tentar conter os assaltos, a empresa ampliou as ações com segurança. “Instalamos um sistema de segurança, contratamos agentes de portaria e montamos um plano para o recolhimento do dinheiro”, ressaltou ao explicar que os custos só têm aumentado para manter o negócio.

Apesar das medidas internas tomadas pela empresa, os seis postos da rede do empresário foram assaltados somente este ano. “Em fevereiro, um dos nossos postos foi assaltado três vezes em menos de 24 horas. O primeiro assalto ocorreu às 6h, o outro às 14h e o terceiro às 6h da manhã seguinte”, narrou.

 Para Carlos Alberto, a reponsabilidade também recai sobre a administração pública. Ele frisa que os gestores públicos deveriam aumentar o número de policiais e viaturas na rua. “É preciso que haja mais blitz e abordagens a pessoas que circulam em motocicletas em atitude suspeita. ‘Hoje, por exemplo, não temos guarnições nas saídas da cidade”, afirma.

“Nossa medida de segurança agora é rezar para Deus”, afirma Carlos Alberto.

 A polícia tenta encontrar uma solução para o problema. O capitão do 3º Batalhão de Policiamento Militar, Anaximandro Tenório, informou que s policiais e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Alagoas já elaboraram um plano de ação para tentar frear os criminosos. “Temos operações planejadas, mas não podemos divulgar ainda”, afirma o capitão.

Ao falar sobre o que tem gerado um aumento tão gritante no número de assaltos, o capitão Anaximando Tenório toca em uma questão delicada: a maioridade penal. Segundo ele, a maioria dos assaltantes é menor de idade e, por isso, não pode ficar detida. “A gente prende, mas no outro dia o menor é solto e volta a roubar”, explica.

Para evitar prejuízos maiores, o capitão recomenda que os frentistas não fiquem com valores altos em dinheiro durante o expediente. Segundo ele, a polícia pretende treinar os trabalhadores dos postos para que eles possam descrever melhor as características físicas dos assaltantes.

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