Crise afeta internações na Santa Casa de Três Pontas

A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas (MG), não consegue arcar com os gastos, e as dívidas já chegam a R$ 19 milhões; é o que aponta um ofício encaminhado pela diretoria da instituição à secretaria de Saúde do município; o número de plantonistas está cada vez menor por conta da crise e do atraso de quatro meses nos pagamentos

A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas (MG), não consegue arcar com os gastos, e as dívidas já chegam a R$ 19 milhões; é o que aponta um ofício encaminhado pela diretoria da instituição à secretaria de Saúde do município; o número de plantonistas está cada vez menor por conta da crise e do atraso de quatro meses nos pagamentos
A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas (MG), não consegue arcar com os gastos, e as dívidas já chegam a R$ 19 milhões; é o que aponta um ofício encaminhado pela diretoria da instituição à secretaria de Saúde do município; o número de plantonistas está cada vez menor por conta da crise e do atraso de quatro meses nos pagamentos (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas (MG), pode parar de fazer internações de pacientes, porque não consegue arcar com os gastos, e as dívidas já chegam a R$ 19 milhões. É o que aponta um ofício encaminhado pela diretoria da instituição à secretaria de Saúde do município. O número de plantonistas está cada vez menor por conta da crise e do atraso de quatro meses nos pagamentos. Três dos 17 médicos deixaram de atender e o 13º salário de outros funcionários também não foi pago.

"Nós estamos procurando novos profissionais para tentar suprir nossa necessidade de estar preenchendo esses plantões. Mas devido à publicidade do fato, nós estamos tendo enorme dificuldade para contratarmos novos profissionais", afirma Michel Renal Simão Castro, que é provedor da Santa Casa. As entrevistas foram concedidas ao Jornal EPTV.

O governo estadual acumula R$ 1,5 milhão em parcelas atrasadas. No local, cerca de 300 pacientes do SUS são atendidos por dia. "Até o momento o Estado não se manifestou. Temos procurado informações, e a única informação que vem até a gente é que não tem previsão de pagamento. Da maneira que está, muito em breve teremos pessoas que não vão ser atendidas e que pode vir a óbito", disse Castro. 

A Santa Casa de Três Pontas é referencia pra outras seis cidades da região. Sem a dinheiro do estado, a saída agora é buscar ajuda dos municípios atendidos. "São 153 mil habitantes que dependem desse hospital, então o subsídio que a prefeitura faz para esse hospital não é suficiente. Então a gente precisa da ajuda dos outros municípios também", o secretário de Saúde Heleno Carlos dos Santos.

A secretaria de Saúde de Minas Gerais afirmou que reconhece o atraso em repasses e alega que tem trabalhado para regularizar a situação, considerando a disponibilidade financeira do Estado.

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