Curador é condenado por desviar dinheiro do ex-governador Hélio Garcia

Segundo a promotoria do caso, a fazenda do ex-governador em Santo Antônio do Amparo, que chegou a ser forte produtora de leite e café no estado, teria se inviabilizado economicamente devido à má gestão do ex-curador. No seu auge, a propriedade chegou a render R$ 9,5 milhões anuais; Evaristo De Pádua Abreu e Hélio Garcia foram companheiros desde o primeiro mandato do ex-governador, quando venceu as eleições pelo PMDB, como vice na chapa liderada por Tancredo Neves, contra o candidato do PDS, o ex-senador Eliseu Resende

Segundo a promotoria do caso, a fazenda do ex-governador em Santo Antônio do Amparo, que chegou a ser forte produtora de leite e café no estado, teria se inviabilizado economicamente devido à má gestão do ex-curador. No seu auge, a propriedade chegou a render R$ 9,5 milhões anuais; Evaristo De Pádua Abreu e Hélio Garcia foram companheiros desde o primeiro mandato do ex-governador, quando venceu as eleições pelo PMDB, como vice na chapa liderada por Tancredo Neves, contra o candidato do PDS, o ex-senador Eliseu Resende
Segundo a promotoria do caso, a fazenda do ex-governador em Santo Antônio do Amparo, que chegou a ser forte produtora de leite e café no estado, teria se inviabilizado economicamente devido à má gestão do ex-curador. No seu auge, a propriedade chegou a render R$ 9,5 milhões anuais; Evaristo De Pádua Abreu e Hélio Garcia foram companheiros desde o primeiro mandato do ex-governador, quando venceu as eleições pelo PMDB, como vice na chapa liderada por Tancredo Neves, contra o candidato do PDS, o ex-senador Eliseu Resende (Foto: Luis Mauro Queiroz)

Pautando Minas - O ex-secretário de estado Evaristo de Pádua Abreu foi condenado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais por desvios de rendimentos do ex-governador de Minas Gerais Hélio Garcia (PMDB/PRS, 1984-1987, 1991-1995). Evaristo esteve na condição de curador do ex-governador, que sofre do mal de Alzheimer, entre 2009 e 2012. Durante este período, ele não teria realizado pagamentos necessários a tratamentos de saúde de Hélio Garcia, tendo empregado o dinheiro em outros gastos e prejudicado o ex-chefe do Executivo estadual, hoje com 84 anos.

Além de tratamentos, Evaristo deixou de pagar outras despesas, como contas de água, luz, TV por assinatura, telefone fixo, celular, condomínio, entre outras. “A falta de pagamentos deu causa à inclusão do ex-governador no cadastro de pessoas inadimplentes e, não menos grave, levou à deterioração de sua qualidade de vida”, diz a promotora. A suspeita foi enquadrada nos crimes contra o idoso, e o ex-secretário foi condenado a um ano e oito meses de reclusão em regime aberto, mas não será preso, porque o crime já prescreveu. Entretanto, ele perderá a condição de réu primário.

Segundo a promotoria do caso, a fazenda do ex-governador em Santo Antônio do Amparo, que chegou a ser forte produtora de leite e café no estado, teria se inviabilizado economicamente devido à má gestão do ex-curador. No seu auge, a propriedade chegou a render R$ 9,5 milhões anuais. Garcia hoje vive com a família, com uma aposentadoria que gira em torno de R$ 10 mil, em Belo Horizonte e em Santo Antônio do Amparo.

A administração da fortuna do ex-governador teria ido parar nas mãos do ex-secretário devido a uma briga entre suas três filhas, que não entravam em acordo quanto a qual delas administraria o dinheiro do pai. Uma delas chegou a ser curadora de Hélio Garcia entre 2006 e 2009, logo após conseguir a interdição do pai na Justiça, que o considerou incapaz de gerir bens e pessoas.

Evaristo e Hélio tinham longa parceria

Evaristo De Pádua Abreu e Hélio Garcia foram companheiros desde o primeiro mandato do ex-governador, quando venceu as eleições pelo PMDB, como vice na chapa liderada por Tancredo Neves, contra o candidato do PDS, o ex-senador Eliseu Resende. Após a saída de Tancredo Neves para concorrer à presidência, em 1984, Garcia assumiu o Palácio da Liberdade, então sede do Governo de Minas. Mais tarde, venceria as eleições, agora como cabeça de chapa, contra o candidato do PRN, Hélio Costa, em 1991.

(Hélio Rocha - Pautando Minas)

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