Cut fará ato contra discriminação racial

O ato marca o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, que ocorre nesta segunda-feira (21), tendo como tema “Somos todos iguais, sem censura, sem racismo, sem violência. Contra o golpe, pela democracia e a garantia de direitos” 

O ato marca o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, que ocorre nesta segunda-feira (21), tendo como tema “Somos todos iguais, sem censura, sem racismo, sem violência. Contra o golpe, pela democracia e a garantia de direitos” 
O ato marca o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, que ocorre nesta segunda-feira (21), tendo como tema “Somos todos iguais, sem censura, sem racismo, sem violência. Contra o golpe, pela democracia e a garantia de direitos”  (Foto: Fatima 247)

Para marcar o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, que ocorre nesta segunda-feira (21), a CUT-RS em conjunto com entidades dos movimentos sociais, realiza um ato público, a partir das 16h30, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

Com o tema “Somos todos iguais, sem censura, sem racismo, sem violência. Contra o golpe, pela democracia e a garantia de direitos”, o objetivo é chamar a atenção da sociedade, autoridades e imprensa para a discriminação contra a população negra no Estado.

“O 21 de março é Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. É importante demarcar essa data e denunciar o racismo e censura que ocorreram no Fórum Social Temático (FST), além de debater com a sociedade a importância de uma sociedade mais humana, justa e igualitária”, explica a secretária de Combate ao Racismo da CUT-RS, Angélica Nascimento.

Discriminação racial no FST

Sob a alegação de “atitude suspeita”, a Brigada Militar abordou o professor pernambucano Paulo Sérgio Medeiros Barbosa, durante o FST, no dia 21 de janeiro deste ano, no Parque da Redenção, na capital gaúcha, impedindo que pudesse caminhar em direção ao Auditório Araújo Viana, onde faria uma palestra.

Um grupo de ativistas presentes ao local pediu a sua liberação aos policiais, sendo garantida, segundo relatos, após a intervenção de um advogado. No meio da confusão, uma equipe de reportagem da TVE gravou imagens e sonoras com os envolvidos, tanto ativistas quanto policiais. Contudo, a matéria gerada não foi ao ar até hoje.

Após o ocorrido, várias entidades assinaram uma moção repúdio ao episódio. No dia 29 de janeiro, foi protocolado um pedido de audiência com o governador José Ivo Sartori (PMDB) e com os titulares das secretarias de Comunicação, Direitos Humanos e Justiça e Segurança Pública, para tratar do procedimento adotado pela Brigada Militar e sobre a censura da TVE pela não veiculação do conteúdo produzido.

“Desde o final de janeiro estamos aguardando uma resposta. São temas importantes que estão envolvidos no fato, como a censura e a discriminação racial e o governo Sartori não se manifesta”, cobra Angélica.

 

Fonte: CUT-RS

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