DCM: Indenização da Dersa a dono do Emiliano contou com voto favorável de Teori

Diário do Centro do Mundo traz uma matéria revelando os bastidores de uma operação imobiliária que envolve, ainda, política e o lobby no Poder Judiciário; reportagem traz o depoimento de um lobista que revela os bastidores de uma operação que envolve o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e o amigo dele, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do hotel Emiliano e proprietário do avião que caiu em Paraty (RJ) matando a ambos, além de outras três pessoas; na época, Teori era ministro do Superior Tribunal de Justiça e votou favoravelmente para que a Dersa pagasse uma indenização de R$ 190 milhões por um terreno utilizado na construção da rodovia dos imigrantes, em São Paulo

Diário do Centro do Mundo traz uma matéria revelando os bastidores de uma operação imobiliária que envolve, ainda, política e o lobby no Poder Judiciário; reportagem traz o depoimento de um lobista que revela os bastidores de uma operação que envolve o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e o amigo dele, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do hotel Emiliano e proprietário do avião que caiu em Paraty (RJ) matando a ambos, além de outras três pessoas; na época, Teori era ministro do Superior Tribunal de Justiça e votou favoravelmente para que a Dersa pagasse uma indenização de R$ 190 milhões por um terreno utilizado na construção da rodovia dos imigrantes, em São Paulo
Diário do Centro do Mundo traz uma matéria revelando os bastidores de uma operação imobiliária que envolve, ainda, política e o lobby no Poder Judiciário; reportagem traz o depoimento de um lobista que revela os bastidores de uma operação que envolve o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e o amigo dele, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do hotel Emiliano e proprietário do avião que caiu em Paraty (RJ) matando a ambos, além de outras três pessoas; na época, Teori era ministro do Superior Tribunal de Justiça e votou favoravelmente para que a Dersa pagasse uma indenização de R$ 190 milhões por um terreno utilizado na construção da rodovia dos imigrantes, em São Paulo (Foto: Paulo Emílio)

SP 247 - O Diário do Centro do Mundo traz uma matéria revelando os bastidores de uma operação imobiliária que envolve, ainda, política e o lobby no Poder Judiciário. A reportagem, assinada por Joaquim de Carvalho e realizada por meio de crowdfunding traz o depoimento de um lobista que revela os bastidores de uma operação que envolve o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e o amigo dele, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do hotel Emiliano e proprietário do avião que caiu em Paraty (RJ) matando a ambos além de outras três pessoas.

"Conheci o Filgueiras em 2007 quando eu tentava receber uma indenização e fui levado até o hotel Emiliano para discutir com ele uma estratégia para o caso: se tentaríamos um acordo ou iríamos tentar receber na Justiça", conta o lobista com a condição de anonimato", diz o lobista. A indenização é referente a um terreno utilizado na construção da rodovia dos Imigrantes, que liga a cidade de São Paulo ao litoral e avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão. A Dersa, contudo, pagou R$ 190 milhões, e o valor ainda pode subir, já que os advogados do proprietário da área ingressaram com ações na Justiça questionando o valor pago.

"Filgueiras, na lembrança do lobista, parecia o cérebro por trás da operação, embora o terreno fosse registrado em nome de Radi Macruz, cardiologista, hoje com 92 anos, famoso por participar da equipe que fez o primeiro transplante de coração no Brasil", diz a reportagem. A rodovia teve sua construção iniciada em 1970, mas só em 1985 Radi Macruz reivindicou a indenização.

Na decisão da Justiça de São Bernardo do Campo não foi levado em consideração o fato de quando a estrada foi construída o terreno não pertencia a Macruz. Ele adquiriu a área posteriormente, junto a posseiros de áreas na Serra do Mar.  "O processo vencido pelo cardiologista Macruz ficou parado até 1995, quando começaram os pagamentos, mas aí o valor da ação já tinha se multiplicado, por um cálculo que uma promotora de São Bernardo do Campo entendeu absurdo, mas que havia sido homologado pelo Poder Judiciário. Quando a ação foi parar no Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público do Estado de São Paulo chamou a atenção para os erros do cálculo, aprovado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o STJ , em 2004, nem considerou a contestação", ressalta o jornalista.

"O STJ considerou que se tratava de coisa julgada e não havia mais nada a deliberar. Cumpria à DERSA pagar o valor definido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Na época, Teori Zavascki era ministro do Superior Tribunal de Justiça e ele participou da sessão. O voto de Teori foi a favor da relatora. Ou seja, Teori homologou a indenização milionária paga pela Dersa, alvo de interesse do dono do Hotel Emiliano", destaca.

 Confira aqui a íntegra da matéria publicada pelo DCM. 

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