Defesa diz que Lula não está inelegível e pode recorrer da decisão

O advogado José Roberto Batochio, da equipe de defesa do ex-presidente Lula, disse nesta segunda-feira (26), após julgamento do TRF-4 que negou os embargos de declaração no processo do triplex, que Lula não pode ser considerado ficha-suja; "A decisão não transitou em julgado. Este julgamento não acabou", analisou; advogados terão 12 dias, a partir da publicação do acórdão, para entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam

O advogado José Roberto Batochio, da equipe de defesa do ex-presidente Lula, disse nesta segunda-feira (26), após julgamento do TRF-4 que negou os embargos de declaração no processo do triplex, que Lula não pode ser considerado ficha-suja; "A decisão não transitou em julgado. Este julgamento não acabou", analisou; advogados terão 12 dias, a partir da publicação do acórdão, para entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam
O advogado José Roberto Batochio, da equipe de defesa do ex-presidente Lula, disse nesta segunda-feira (26), após julgamento do TRF-4 que negou os embargos de declaração no processo do triplex, que Lula não pode ser considerado ficha-suja; "A decisão não transitou em julgado. Este julgamento não acabou", analisou; advogados terão 12 dias, a partir da publicação do acórdão, para entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam (Foto: Aquiles Lins)

Rio Grande do Sul 247 - Os advogados do ex-presidente Lula disseram nesta segunda-feira (26), após julgamento do TRF-4 que negou os embargos de declaração no processo do triplex, que vão esperar a publicação do acórdão para determinar com qual recurso irão entrar partir de agora.

O advogado José Roberto Batochio, que também integra a defesa de Lula, afirmou que os recursos não são protelatórios e que Lula não pode ser considerado ficha-suja. "A decisão não transitou em julgado. Este julgamento não acabou", analisou Batochio.

Segundo o TRF-4, defesa pode entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam. Os advogados terão 12 dias, a partir da publicação do acórdão, para apresentar esse último recurso, que seria julgado pela própria 8ª turma do TRF-4.

Batochio ainda lembrou que o ex-presidente não pode ser preso, devido ao julgamento do habeas corpus preventivo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), no próximo dia 4 de abril.

"Essencial e importante que se diga que viemos para verificar e constatar de que não seria expedida qualquer ordem de prisão contra o ex-presidente Lula, nos precisos e exatos termos do que decidiu o STF na semana passada", concluiu.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Felipe Pontes

Após a Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ter rejeitado hoje (26) o último recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda instância da Justiça Federal, a defesa de Lula informou que deve apresentar um novo recurso.

“A defesa aguardará a publicação do acórdão relativo ao julgamento dos embargos de declaração para definir o recurso que será interposto para impugnar a ilegal condenação imposta ao ex-Presidente Lula pela Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no último dia 24 de janeiro", disse Cristiano Zanin, um dos advogados de Lula.

A Oitava Turma decidiu, por 3 votos a 0, negar o embargo de declaração do ex-presidente. O julgamento foi rápido, pois não houve sustentação oral de defesa ou acusação, apenas breves votos dos desembargadores João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF4, Leandro Paulsen e Victor Laus.

Com o recurso, a defesa pretendia reverter a condenação, mesmo que o embargo de declaração não preveja mudança de um julgamento, apenas esclarecimentos sobre seu resultado.

Logo após a publicação da decisão, em um prazo de até 10 dias, a rejeição do embargo deve ser comunicada ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância e que condenou Lula, em junho do ano passado, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP).

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