Deficiência nos Cais deixa Materno Infantil superlotado

Secretaria Estadual de Saúde entrega ao Ministério Público estudo que prova que principal justificativa para superlotação da unidade é o fluxo de pacientes que deveriam ser atendidos em Cais da prefeitura de Goiânia e dos municípios vizinhos; relatório mosta que nos meses de janeiro e fevereiro 60% dos pacientes atendidos na pediatria, ginecologia e obstetrícia encaixam-se na faixa de risco verde ou azul, que abrange ocorrências simples, que deveriam ser atendida nos postos municipais

Secretaria Estadual de Saúde entrega ao Ministério Público estudo que prova que principal justificativa para superlotação da unidade é o fluxo de pacientes que deveriam ser atendidos em Cais da prefeitura de Goiânia e dos municípios vizinhos; relatório mosta que nos meses de janeiro e fevereiro 60% dos pacientes atendidos na pediatria, ginecologia e obstetrícia encaixam-se na faixa de risco verde ou azul, que abrange ocorrências simples, que deveriam ser atendida nos postos municipais
Secretaria Estadual de Saúde entrega ao Ministério Público estudo que prova que principal justificativa para superlotação da unidade é o fluxo de pacientes que deveriam ser atendidos em Cais da prefeitura de Goiânia e dos municípios vizinhos; relatório mosta que nos meses de janeiro e fevereiro 60% dos pacientes atendidos na pediatria, ginecologia e obstetrícia encaixam-se na faixa de risco verde ou azul, que abrange ocorrências simples, que deveriam ser atendida nos postos municipais (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - A direção do Hospital Materno Infantil (HMI) e o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, apresentaram nesta terça-feira estudo que explica a superlotação da unidade nas últimas semanas. A origem do problema está no estrangulamento da rede de atenção básica de Goiânia e da Região Metropolitana, que não consegue atender casos simples e obriga todo tipo de paciente a buscar socorro no HMI - um hospital que foi concebido para tratar apenas de casos de média e alta complexidade.

De acordo com o estudo, nos meses de janeiro e fevereiro 60% dos pacientes atendidos na pediatria, ginecologia e obstetrícia encaixam-se na faixa de risco verde ou azul, que abrange ocorrências simples - como gripe, náuseas, vômito, retirada de pontos, troca de receituários, requisição de exames ou atraso menstruação sem dor abdominal. Os pacientes classificados na faixa de risco amarela ou vermelha representam 40% dos atendimentos realizados HMI nos últimos dois meses. "Se o hospital se restringisse apenas ao perfil de paciente para o qual foi concebido, tenho certeza de que não haveria fila de espera", afirma o secretário Leonardo Vilela. Em média, a unidade realiza hoje 5 mil atendimentos por mês.

Leonardo e a diretora do Materno Infantil, Rita Leal, entregaram o estudo em mãos ao promotor Érico de Pina de Cabral e pediram ao Ministério Público que tome providências para dirimir a superlotação da unidade. Érico parabenizou Rita e a equipe do hospital pelo trabalho "heroico" das últimas semanas e prometeu agendar reuniões com representantes das prefeituras da Grande Goiânia o mais rápido possível. "Felizmente, o Materno lidou com o excesso de demanda sem maiores prejuízos. Mas precisamos reordenar o fluxo de pacientes para que o problema seja resolvido de imediato, e com apoio de todos".

Investimento

O promotor Érico Cabral afirma que a superlotação do HMI decorre, em principal medida, da falta de investimento na rede de atenção básica de Goiânia e municípios vizinhos. Ele vai pedir às prefeituras detalhes sobre o atendimento pediátrico que é oferecido à população nos postos de saúde. A partir daí, vai sugerir mudanças no fluxo de pacientes para impedir que o atendimento no Materno fique saturado outra vez.

"É a falta de investimento na atenção primária e o atendimento precário que gera problemas no HMI. O atendimento é de alta qualidade e por isso o hospital se tornou ponto de referência. Temos que criar outros pontos de referência como esse", completa o promotor. "Vamos levantar dados estatísticos de Goiânia, Trindade e Aparecida, que jogam pacientes de baixa complexidade para o HMI. Precisamos identificar onde estão os ponitos falhos nesse atendimento e solucioná-los".

O Materno Infantil é referência no tratamento pediátrico de alta complexidade. Por isso, pacientes de outros estados procuram a unidade. Ele está em funcionamento há 36 anos e passa atualmente por reforma. A nova Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), uma das mais modernas do Brasil, será inaugurada em breve. O Centro Cirúrgico, o pronto-socorro da pediatria e a UTI materna serão ampliados e modernizados nos próximos meses.

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