Delator diz que deu R$ 5 milhões para caixa 2 de Eunício

No acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público, o ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, afirmou que pagou R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao governo do Ceará em 2014; pagamento teria ocorrido por meio de contratos fictícios de prestação de serviços, e feito a pedido do lobista Milton Lyra, ligado à cúpula do PMDB no Senado e que alvo de buscas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 1º

No acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público, o ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, afirmou que pagou R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao governo do Ceará em 2014; pagamento teria ocorrido por meio de contratos fictícios de prestação de serviços, e feito a pedido do lobista Milton Lyra, ligado à cúpula do PMDB no Senado e que alvo de buscas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 1º
No acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público, o ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, afirmou que pagou R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao governo do Ceará em 2014; pagamento teria ocorrido por meio de contratos fictícios de prestação de serviços, e feito a pedido do lobista Milton Lyra, ligado à cúpula do PMDB no Senado e que alvo de buscas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 1º (Foto: Aquiles Lins)

Ceará 247 - No acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público, o ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, afirmou que pagou R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao governo do Ceará em 2014.

Segundo Melo, o pagamento teria ocorrido por meio de contratos fictícios de prestação de serviços, e feito a pedido do lobista Milton Lyra, ligado à cúpula do PMDB no Senado e alvo de buscas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 1º.

O empresário contou que recebeu o pedido de ajuda por meio de um suposto sobrinho de Eunício, de nome Ricardo, que teria sido enviado por Milton Lira. "Pagou despesas de empresas que prestava serviços à campanha de Eunício Oliveira; que ajudou mediante contratos fictícios", disse Nelson de Mello em sua delação, acrescentando que foram firmados contratos fictícios com três empresas, sem a prestação de nenhum serviço.

Além dos R$ 5 milhões endereçados a Eunício, Nelson Mello relatou ter firmado diversos contratos fictícios com empresas de Milton Lyra no valor total de R$ 15,7 milhões. Segundo ele, o dinheiro não contabilizado era "ajuda para os 'amigos'", mas sem especificar quem receberia os recursos.

Para Nelson Mello, "os amigos seriam os senadores apresentados pelo Milton Lyra" em um jantar, mas nunca houve referência nominal a eles nos pedidos. Os senadores citados como os que havia conhecido eram, além de Eunício, Eduardo Braga (PMDB-AM), Romero Jucá (PMDB-RR) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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