Delator diz que pagou propina a ex-gerente da Rnest

Em depoimento o juiz Sérgio Moro, o engenheiro Shinko Nakandakari, responsável pelo pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia, disse que, além de Renato Duque e Pedro Barusco, entregou dinheiro também para o ex-gerente geral da Refinaria do Nordeste (RNEST) Glauco Colepícolo Legatti; “Já na fase final de 2013 para 2014 entreguei para Glauco Colepículo Legatti, que é gerente geral da Petrobrás no RNEST. Nesse período já não estava lá Pedro Barusco, não estava lá Renato Duque”

Em depoimento o juiz Sérgio Moro, o engenheiro Shinko Nakandakari, responsável pelo pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia, disse que, além de Renato Duque e Pedro Barusco, entregou dinheiro também para o ex-gerente geral da Refinaria do Nordeste (RNEST) Glauco Colepícolo Legatti; “Já na fase final de 2013 para 2014 entreguei para Glauco Colepículo Legatti, que é gerente geral da Petrobrás no RNEST. Nesse período já não estava lá Pedro Barusco, não estava lá Renato Duque”
Em depoimento o juiz Sérgio Moro, o engenheiro Shinko Nakandakari, responsável pelo pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia, disse que, além de Renato Duque e Pedro Barusco, entregou dinheiro também para o ex-gerente geral da Refinaria do Nordeste (RNEST) Glauco Colepícolo Legatti; “Já na fase final de 2013 para 2014 entreguei para Glauco Colepículo Legatti, que é gerente geral da Petrobrás no RNEST. Nesse período já não estava lá Pedro Barusco, não estava lá Renato Duque” (Foto: Aquiles Lins)

247 - O engenheiro Shinko Nakandakari, responsável pelo pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia, disse à Justiça Federal que pagou propinas também para o ex-gerente geral da Refinaria do Nordeste (RNEST) Glauco Colepícolo Legatti.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nessa quinta-feira, Shinko afirmou que os pagamentos para Legatti avançaram pelo ano de 2014, inclusive depois que a Operação foi deflagrada.

Na audiência, o procurador da República perguntou ao delator se ele entregou dinheiro a outras pessoas na Petrobrás. “Já na fase final de 2013 para 2014 entreguei para Glauco Colepículo Legatti, que é gerente geral da Petrobrás no RNEST. Nesse período já não estava lá Pedro Barusco, não estava lá Renato Duque.”

O procurador perguntou se o dinheiro da propina ficava mesmo com Duque, Barusco e Legatti ou se havia indicação de que era repassado para “outras pessoas da ‘casa’” . “O Pedro Barusco e o Renato Duque tinham lá uma conta corrente e eles se entendiam. Com relação ao Glauco o que eu entregava ficava para ele.”

Shinko não revelou o valor que diz ter entregue ao ex-gerente geral da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em novembro, depois que a PF deflagrou a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato, a estatal petrolífera afastou Legatti das funções de gerente geral.

Antes de citar Legatti, o delator confirmou à Justiça que pagou R$ 1 milhão “em espécie” e ‘em parcelas’ para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás e que havia sido indicado pelo PT. Ele disse, ainda, que pagou outros R$ 4,4 milhões para Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia e braço direito de Duque .

Shinko foi indagado se alguma vez ele negociou o valor da propina com Barusco, se pediu para pagar menos. “Não, em absoluto. Eu era representante da empresa (Galvão) perante a Diretoria de Serviços (da Petrobrás), principalmente a Pedro Barusco e ele representava Renato Duque. O valor que vinha eu passava, não tinha negociação nisso. Em nenhum momento nós reclamamos.”

Shinko Nakandakari disse que pagou propinas a Duque e a Barusco até o final de 2013 e início de 2014. “Durante um ano foi diretamente a Renato Duque.”

Leia mais na reportagem de Ricardo Brandt.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Teve um período que foi em espécie”, declarou Shinko ao se referir ao dinheiro pago aos ex-dirigentes da estatal. “E depois teve um outro período que foi através de notas fiscais da minha empresa. Tinha a minha parte e tinha a parte mais grossa que era da ‘casa’”, informou, em alusão à senha que Barusco e Duque usavam.

Ele declarou que “era um parceiro da Galvão Engenharia. “Em linhas gerais você tem as medições mensais e daquelas medições colocava-se um porcentual que saía dos valores da obra. Não era um porcentual fixo, tinha meio por cento, tinha 0,75 por cento, tinha um e meio por cento, variava. A empresa (Galvão) que calculava e me passava.”

 

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