Delatores da J&F dizem ter entregue mala com R$ 500 mil para Ciro Nogueira

Delator Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da companhia Ricardo Saud afirmaram à PF que realizaram o pagamento de propinas para o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI); delatores detalharam, inclusive, a entrega de uma mala com R$ 500 mil em propinas, além de doações por meio de caixa 2 durante a campanha de 2016; Joesley também afirmou que seus maiores interlocutores nos últimos três anos foram Michel Temer, Ciro Nogueira e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Delator Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da companhia Ricardo Saud afirmaram à PF que realizaram o pagamento de propinas para o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI); delatores detalharam, inclusive, a entrega de uma mala com R$ 500 mil em propinas, além de doações por meio de caixa 2 durante a campanha de 2016; Joesley também afirmou que seus maiores interlocutores nos últimos três anos foram Michel Temer, Ciro Nogueira e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Delator Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da companhia Ricardo Saud afirmaram à PF que realizaram o pagamento de propinas para o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI); delatores detalharam, inclusive, a entrega de uma mala com R$ 500 mil em propinas, além de doações por meio de caixa 2 durante a campanha de 2016; Joesley também afirmou que seus maiores interlocutores nos últimos três anos foram Michel Temer, Ciro Nogueira e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Paulo Emílio)

Piauí 247 - O delator Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da companhia Ricardo Saud afirmaram em seus depoimentos à Policia Federal, realizados nesta segunda-feira (11), que realizaram o pagamento de propinas para o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI). Os delatores detalharam, inclusive, a entrega de uma mala com R$ 500 mil em propinas, além de doações por meio de caixa 2 durante a campanha de 2016, quando as doações empresariais foram proibidas. Joesley também afirmou eu seus maiores interlocutores nos últimos três anos foram Michel Temer, Ciro Nogueira e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo Saud, ele e Joesley tentara gravar a entrega da mala com o dinheiro repassado a Nogueira. De acordo como delator a entrega foi feita na própria residência do parlamentar, em Teresina. A gravação não aconteceu porque o motorista do carro de Joesley teria estacionado o veículo em um local fora do ângulo das câmaras de segurança do local. Ainda conforme Saud, a perda da gravação citada no áudio da conversa que manteve com Joesley e que resultou na prisão de ambos, é uma referência a não existência deste vídeo.

Já Joesley diz que o pagamento feito a Nogueira fazia parte de um total de R$ 8 milhões para que o PP ajudasse a barrar o processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff. Ciro também teria dito que parte do dinheiro serviria para que ele atraísse parlamentares do PR para votar contra o impeachment.

Segundo o empresário, como a situação de Dilma se deteriorou rapidamente resultando no impeachment, os demais pagamentos acabaram não sendo efetivados por "razões diversas".

Ciro Nogueira e o PP não se pronunciaram sobre as denúncias.

 

 

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