Delegado da Lava-Jato em SP perde posto após defender punição de Alckmin, Temer e Aécio

Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava-Jato na cidade de São Paulo, perdeu o cargo após uma publicação no Facebook pedindo a prisão de Michel Temer, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB)

Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava-Jato na cidade de São Paulo, perdeu o cargo após uma publicação no Facebook pedindo a prisão de Michel Temer, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB)
Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava-Jato na cidade de São Paulo, perdeu o cargo após uma publicação no Facebook pedindo a prisão de Michel Temer, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) (Foto: Leonardo Lucena)

SP 247 - Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava-Jato na cidade de São Paulo, perdeu o cargo após uma publicação no Facebook pedindo a prisão de Michel Temer, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Ele fazia parte da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor) da Polícia Federal e, depois do post, foi transferido para a Delegacia de Defesa Institucional, que investiga pedofilia e tráfico de mulheres, entre outros crimes.

Fornazari estava à frente dos inquéritos, como os que envolvem as delações da Odebrecht e assinou a maioria dos ofícios do caso do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propina do PSDB.

De acordo com a PF, o delegado colocou em dúvida a isenção dele para atuar nos inquéritos da Lava-Jato. "Ao investigador requer-se isenção em relação aos fatos que ele apura. Possível envolvimento emocional, depreendido da manifestação de opinião publicada em rede social no sentido de inverter esta ordem de que se deve investigar pessoas para chegar aos fatos, pode comprometer a isenção do investigador e deve ser evitado", diz a nota da PF, conforme relato do Globo.

O comentário foi publicado no Facebook de Fornazari em 7 de abril, quando o ex-presidente Lula se entregou à Polícia Federal.

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