Demência senil. Nove fatores de risco de diminuição cognitiva

Um caso em cada três de diminuição das funções cognitivas ligado ao avanço da idade pode ser prevenido com o estilo correto de vida, já a partir da infância. Aqui estão comportamentos e medidas que podem ser adotadas desde já.

Demência senil. Nove fatores de risco de diminuição cognitiva
Demência senil. Nove fatores de risco de diminuição cognitiva
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

 

 

Por: Le Figaro Santé

 

A demência senil se manifesta com redução das faculdades cognitivas como a memória, capacidade de julgamento, linguagem, orientação espaço-temporal e pensamento abstrato. Mas não é verdade que a demência senil é uma companheira inevitável da idade avançada. Em um caso de cada três, é possível preveni-la. É o que afirma um estudo encomendado e publicado pela importante revista médica The Lancet.

Gill Livingston, psiquiatra especializada em demência no University College London, analisou com seus colegas uma ampla literatura sobre o tema, e desenvolveu um modelo que mostra como os diversos estilos de vida adotados ao longo das diversas idades possa reduzir o risco de deterioração cognitiva nas pessoas idosas.

Talvez o maior mérito do estudo é ressaltar com o uma condição que criará desconforto na idade avançada possa ser combatida já a partir dos primeiros anos de vida e ao longo de toda a curva da existência, sem que se pense seja demasiado cedo, ou demasiado tarde, para dar início.

Nove regras áureas

Os nove fatores preventivos individuados são: Uma melhor instrução na fase infanto-juvenil; exercício físico adequado e permanente; conduzir uma vida socialmente ativa; não fumar, ou abandonar o cigarro; manter sob controle e combater a perda da audição, a obesidade e a pressão sanguínea. Cada uma dessas providências pode retardar o surgimento da demência senil ou ajudar a preveni-la de fato.

Com uma população mundial cada vez mais idosa, a deterioração cognitiva é um dos maiores problemas da atualidade, e isso diz respeito também às políticas sanitárias. Calcula-se que 47 milhões de pessoas em todo o mundo sejam aflitas por formas de demência, e que esse número subirá a 115 milhões até 2050.

Despesas astronômicas

Em 2015, o custo global dessa condição foi de cerca 818 bilhões de dólares (cerca de 85% disso despendido para assistência familiar e social). Mas não é sempre que o estilo de vida, sozinho, basta para contrastar a decadência cognitiva: 7% dos casos de demência tem origem genética. Para os outros, no entanto, há muitas providências que podem ser tomadas.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247