Depois de Cabral, Alckmin é o novo alvo das ruas

Mesmo blindado pela mídia, que mostra desinteresse pela chamado propinoduto nas obras do metrô de São Paulo, o governador paulista, Geraldo Alckmin, começa a tomar o lugar de Sergio Cabral, que já foi à lona, no Rio de Janeiro; nesta quinta-feira, manifestantes cobravam explicações sobre o caso Siemens; no dia 14, MPL fará grande protesto contra desvios ocorridos em governos tucanos nos últimos anos

Depois de Cabral, Alckmin é o novo alvo das ruas
Depois de Cabral, Alckmin é o novo alvo das ruas

247 - No fim de semana, uma questão levantada pelo 247 pairava no ar, sem resposta: por que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é tão blindado pela mídia? (leia mais aqui)

Apesar da proteção, o político tucano corre o risco de se tornar o novo alvo preferencial dos protestos, agora que seu colega Sergio Cabral já foi praticamente à lona. No próximo dia 14, o Movimento Passe Livre programa uma grande manifestação na capital paulista contra o chamado propinoduto tucano, alegando que se não houvesse desvios nas obras do metrô as tarifas do transporte público seriam muito mais baratas em São Paulo (leia aqui). 

Nesta quinta, num novo protesto, a Avenida Paulista foi ocupada por manifestantes. Num dos cartazes, a pergunta de um deles deixava claro que o alvo era Alckmin: "A Siemens já falou. E você, governador?" 

Abaixo, o noticiário sobre os protestos no Rio e em São Paulo:

Rio e São Paulo têm novos protestos contra governadores

247 – As capitais do Rio e São Paulo enfrentam novas manifestações nesta quinta-feira (1º). As manifestações são contrárias aos governadores Geraldo Alckmin (PSDB/SP) e Sérgio Cabral (PMDB/RJ) e em solidariedade a familiares do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morador da Rocinha desaparecido no Rio. Já houve, ao menos, dois tumultos na região da Avenida Paulista, além de tentativa de invasão ao comércio. No Rio, a Autoestrada Lagoa-Barra está interditada nos dois sentidos, na altura da Rocinha. Um outro grupo protesta em frente à casa de Sérgio Cabral.

Em São Paulo, o primeiro tumulto teve início na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, região da Bela Vista, em direção à Avenida Paulista, após uma jovem ser ferida por um objeto, provavelmente um cassetete da PM, segundo manifestantes. Além disso, um grupo partiu para cima de policiais, quando eles tentavam deter um outro manifestante, gritando a frase: “policiais fascistas, não passarão”. Na sequência, ainda na Brigadeiro, alguns participantes do protesto derrubaram uma motocicleta que fazia o link para uma emissora de tevê. Um repórter da Band foi atacado com chute por manifestantes.

Um outro tumulto foi registrado na Praça do Ciclista, próximo à Rua da Consolação, quando manifestantes pediram para PMs soltar três pessoas detidas após uma tentativa de depredação de uma drogaria. Um dos detidos foi arrastado até uma viatura policial.

Ao menos 200 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), participam da manifestação. Ao contrário dos últimos atos, desta vez muitos dos jovens não usam máscaras ou lenços para esconder o rosto.

RIO

A Autoestrada Lagoa-Barra está interditada nos dois sentidos, na altura da Rocinha. O fechamento, por volta das 19h, ocorreu devido a protesto de moradores da favela, contra o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza. O acesso ao Túnel Acústico, sentido São Conrado, está bloqueado.

Cerca de 200 pessoas participam do protesto. Por volta das 20h40m, um grupo seguiu em direção ao Túnel Acústico, com crianças à frente. Cerca de 20 PMs acompanham a caminhada.

No Leblon, outra manifestação interdita uma faixa da Avenida Delfim Moreira em cada sentido, na altura da Rua Aristides Espínola. O trânsito segue intenso no sentido Ipanema, e o trânsito é lento no sentido Zona Oeste. Muitos manifestantes carregam cartazes, e carros passam buzinando em apoio ao protesto, que é contra o governador Sérgio Cabral.

 
 

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