Deputada sobre intervenção militar: não interessa à democracia

A deputada federal Jô Moraes (PC do B-MG) criticou a declaração do general do Exército Antônio Hamilton Mourão, que falou na possibilidade de intervenção militar, caso a Justiça não consiga resolver a crise política; de acordo com a parlamentar, "em um momento de grave crise institucional como o que se vive as forças políticas que têm compromisso com a democracia devem estar vigilantes e articuladas diante de qualquer movimento que possa ameaçar o Estado Democrático"; "Ao mesmo tempo, devem ter a serenidade de não embarcar em provocações que possam surgir daqueles que nenhuma responsabilidade têm com as instituições democráticas"

Jô Moraes 
Jô Moraes  (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - A deputada federal Jô Moraes (PC do B-MG) criticou a declaração do general do Exército Antônio Hamilton Mourão, que falou na possibilidade de intervenção militar, caso a Justiça não consiga resolver a crise política. De acordo com a parlamentar, "em um momento de grave crise institucional como o que se vive as forças políticas que têm compromisso com a democracia devem estar vigilantes e articuladas diante de qualquer movimento que possa ameaçar o Estado Democrático".

"Ao mesmo tempo, devem ter a serenidade de não embarcar em provocações que possam surgir daqueles que nenhuma responsabilidade têm com as instituições democráticas", continuou. "Por experiência acumulada na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, posso declarar que este pronunciamento não corresponde ao pensamento dos atuais comandantes das Forças Armadas", acrescentou.

Segundo a congressista, "não interessa às forças políticas e sociais comprometidas com a democracia potencializar essas declarações provocadoras e irresponsáveis". "Há penalidades para indisciplina militar, como é o caso que devem responder a essas situações. Convocaremos uma Audiência Pública para tratar, entre outras questões, de como anda a defesa do Estado Brasileiro", disse.

A deputado do PC do B avalia ser "urgente hoje é opor-se ao uso continuado das Forças Armadas em ações de segurança pública, através dos Decretos de Garantia da Lei e da Ordem, os chamados GLO". ]

"Não é função constitucional das Forças Armadas agir nas comunidades do Rio de Janeiro, intervir nas crises das penitenciárias ou atuar nas ruas do Espírito Santo para substituir as forças de segurança pública", complementou.

A parlamentar aproveitou para criticar o governo de Michel Temer. "A sociedade brasileira exige, cada vez mais, respostas que levem à retomada de um projeto de desenvolvimento com soberania, produção, emprego e democracia. E isso passa pela interrupção da agenda neoliberal e neocolonial do Governo Temer, que retira direitos e entrega o país. Só a legitimidade de um poder através do voto popular pode pacificar o País", disse.

 

 

 

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