Deputadas defendem maior presença das mulheres na política

Com apenas sete deputadas estaduais, de um total de 46 parlamentares, a representação das mulheres na Assembleia Legislativa do Ceará é muito reduzida. Com a proximidade do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, promoveu hoje(7) uma sessão solene para marcar a data e o tema da baixa representatividade foi um dos pontos abordados na ocasião, juntamente com a necessidade do fortalecimento das políticas públicas

Com apenas sete deputadas estaduais, de um total de 46 parlamentares, a representação das mulheres na Assembleia Legislativa do Ceará é muito reduzida. Com a proximidade do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, promoveu hoje(7) uma sessão solene para marcar a data e o tema da baixa representatividade foi um dos pontos abordados na ocasião, juntamente com a necessidade do fortalecimento das políticas públicas
Com apenas sete deputadas estaduais, de um total de 46 parlamentares, a representação das mulheres na Assembleia Legislativa do Ceará é muito reduzida. Com a proximidade do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, promoveu hoje(7) uma sessão solene para marcar a data e o tema da baixa representatividade foi um dos pontos abordados na ocasião, juntamente com a necessidade do fortalecimento das políticas públicas (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - Com apenas sete deputadas estaduais, de um total de 46 parlamentares, a representação das mulheres na Assembleia Legislativa é muito reduzida. Integram a bancada feminina as deputadas Augusta Brito (PCdoB), Dra. Silvana (MDB), Bethrose (PMB), Miriam Sobreira (PDT) , Aderlândia Noronha (SD), Raquel Marques (PT) e Fernanda Pessoa (PR).

Com a proximidade do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, o tema foi abordado na Assembleia Legislativa, numa articulação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, com a realização de uma sessão solene, no final da manhã de hoje (7). 

Em entrevista à Agência Assembleia, várias parlamentares comentaram a baixa participação política das mulheres. A deputada Fernanda Pessoa (PR), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, considera ser importante incentivar a participação feminina na política, uma vez que são as mulheres que sabem das necessidades femininas. “Somos nós mulheres que temos de opinar pela saúde que a gente quer, pelos direitos no mercado de trabalho e pelas leis no combate à violência doméstica”, enfatiza.

Para a deputada Rachel Marques (PT), a necessidade de políticas que valorizem o acesso das mulheres no Executivo e Legislativo é urgente. A parlamentar avalia que medidas como a cota de 30% de candidaturas femininas, vigente na legislação eleitoral desde 1995, não têm conseguido cumprir o seu papel. “Acredito que a falta de apoio dos partidos políticos é um dos principais fatores da baixa representatividade feminina na política. Os partidos precisam realizar ações que estimulem suas filiadas”, pontua. Para Rachel Marques, os recursos do Fundo Partidário precisam incentivar a ampliação da bancada feminina e devem ser utilizados em uma política de financiamento de campanhas das mulheres".

A deputada miram Sobreira também critica a articulação do partidos políticos como um dos fatores dessa baixa representativade. “Muitas vezes os próprios partidos não investem, de fato, em candidaturas femininas e só se preocupam em atingir o número mínimo de candidatas para atender à lei”.

De acordo com a deputada Bethrose (PMB), a presença feminina nas lideranças de entidades comunitárias e sindicatos também é importante por representar, para muitas mulheres, a porta de entrada na política. “Se fortalecermos a participação feminina nesses espaços, estaremos trazendo mais qualificação para o debate público e abrindo as portas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, destaca.

A deputada Augusta Brito (PCdoB), procuradora especial da Mulher da AL, ressalta que, apesar de as mulheres representarem mais de 52% do eleitorado brasileiro, a participação feminina no Congresso Nacional não chega a 10% – fato que ela atribui à questão histórica e cultural. “O machismo ainda é enorme. Há pouco tempo começamos a votar, então, ter a participação da mulher de igual para igual com o homem não é muito fácil. Eu vejo por experiência própria: a gente tem que trabalhar o dobro para ter algum reconhecimento que seja igual ao de qualquer outro que esteja aqui. Melhorou, mas melhorou pouco”, avalia.

Já a deputada Dra. Silvana (MDB), considera que as mulheres têm tido presença ativa do cenário político, seja no âmbito federal, estadual ou municipal e houve muitos avanços no que concerne à participação na política. “Faço parte de uma geração de mulheres guerreiras, que trabalham, cuidam de suas casas, estudam e acumulam as mais diversas funções. Ainda há muito a se conquistar, mas esse progresso não pode ser deixado passar em branco”, ressalta.

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247