Deputado aciona PF após alteração do perfil de Paulo Freire na Wikipédia

Para identificar e punir os responsáveis pelos ataques ao perfil do educador Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, na enciclopédia virtual Wikipédia, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) encaminhou pedido de investigação e providências à Procuradoria-geral da República, à Polícia Federal e ao Serpro; "Em 2014, quando jornalistas da Globo sofreram o mesmo tipo de ataque, o Governo Dilma descobriu e exonerou o servidor que havia feito a alteração. Agora, estamos falando daquele que talvez seja o brasileiro mais reconhecido no mundo, Paulo Freire", afirmou o parlamentar

Para identificar e punir os responsáveis pelos ataques ao perfil do educador Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, na enciclopédia virtual Wikipédia, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) encaminhou pedido de investigação e providências à Procuradoria-geral da República, à Polícia Federal e ao Serpro; "Em 2014, quando jornalistas da Globo sofreram o mesmo tipo de ataque, o Governo Dilma descobriu e exonerou o servidor que havia feito a alteração. Agora, estamos falando daquele que talvez seja o brasileiro mais reconhecido no mundo, Paulo Freire", afirmou o parlamentar
Para identificar e punir os responsáveis pelos ataques ao perfil do educador Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, na enciclopédia virtual Wikipédia, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) encaminhou pedido de investigação e providências à Procuradoria-geral da República, à Polícia Federal e ao Serpro; "Em 2014, quando jornalistas da Globo sofreram o mesmo tipo de ataque, o Governo Dilma descobriu e exonerou o servidor que havia feito a alteração. Agora, estamos falando daquele que talvez seja o brasileiro mais reconhecido no mundo, Paulo Freire", afirmou o parlamentar (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247- Para identificar e punir os responsáveis pelos ataques ao perfil do educador Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, na enciclopédia virtual Wikipédia, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) encaminhou pedido de investigação e providências à Procuradoria-geral da República, à Polícia Federal e ao Serpro.

"Em 2014, quando jornalistas da Globo sofreram o mesmo tipo de ataque, o Governo Dilma descobriu e exonerou o servidor que havia feito a alteração. Agora, estamos falando daquele que talvez seja o brasileiro mais reconhecido no mundo, Paulo Freire", afirmou o parlamentar.

O congressista justificou a inclusão do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) na ação judicial a partir de notícias veiculadas pela imprensa de que os ataques teriam partido de computadores daquele órgão. "Pedi à Procuradoria-geral para que acione a Polícia Federal no sentido de investigar, e ao Serpro para que abra sindicância. É inaceitável que se atente contra a memória de um brasileiro cuja obra é referência mundial de sua área", disse.

Na representação, o Bohn Gass avalia como "manifestação de ódio e intolerância" o ataque perpetrado no perfil de Freire, no qual foram incluídas expressões que adjetivam a obra do educador como "assassinato do conhecimento" e "educação atrasada, doutrinária e fraca".

Bohn Gass diz que o avanço da intolerância no país pesou na sua decisão de acionar os órgãos de segurança. "É preciso reagir a isso com determinação. O componente ideológico desse ataque é evidente. Ele surge na esteira de alguns cartazes das passeatas que defendiam o impeachment onde se lia desde a defesa da ditadura até ofensas ao próprio Paulo Freire", complementou.

O parlamentar disse ter identificado traços dessa mesma intolerância em manifestações e em projetos de lei apresentados na Câmara. "A indigência intelectual, o cinismo e o oportunismo de alguns políticos que tentam impor uma ideologia conservadora, misturam-se na tal ´escola sem partido'. Como bem classificou o doutor Leandro Karnal, dias atrás, isso é uma asneira sem tamanho, uma crença fantasiosa de uma direita delirante e absurdamente estúpida".

Para Bohn Gass, o ataque ao perfil de Paulo Freire está diretamente ligado a essa ideia. Segundo ele, porque foi o próprio Freire quem encerrou esse debate.

"Em seu livro 'Pedagogia da Autonomia', nosso patrono escreveu que ´em nome do respeito que devo aos alunos não há por que me omitir, por que ocultar minha opção política, assumindo uma neutralidade que não existe. Esta, a omissão do professor em nome do respeito ao aluno, talvez seja a melhor maneira de desrespeitá-lo. O meu papel, ao contrário, é o de quem testemunha o direito de comparar, de escolher, de romper, de decidir e estimular a assunção deste direito por parte dos educandos´".

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