Deputado defende ACM, mas admite: 'alguém do PFL pode ter tratado' de propina

Presidente do DEM na Bahia, o deputado José Carlos Aleluia nega que o falecido ex-senador ACM tenha tratado de propina, conforme denunciou o senador Delcídio Amaral em delação premiada; "Eu conheci o senador ACM e posso assegurar que ele jamais se sentaria com Delcídio para discutir esse tipo de coisa. O PFL não tem nada a ver com isso. ACM não sabia de nada disso. É fácil se aproveitar de quem não está mais aqui pra responder"; Aleluia, contudo, diz que "pode ser que alguém do PFL tenha tratado. Nós já expulsamos muita gente. Pode ter havido alguém. Mas se isso aconteceu, foi com alguém que já foi expulso. Atualmente, não existe ninguém que aceitaria esse tipo de acordo"

deputado josé carlos aleluia
deputado josé carlos aleluia (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Presidente do DEM na Bahia, o deputado federal José Carlos Aleluia negou nesta terça-feira (15) que o falecido ex-senador Antônio Carlos Magalhães tenha tratado sobre recebimento de propina, como disse o senador Delcídio Amaral em depoimento de delação premiada à Polícia Federal.

"Eu conheci o senador ACM e posso assegurar que ele jamais se sentaria com Delcídio para discutir esse tipo de coisa. O PFL não tem nada a ver com isso. ACM não sabia de nada disso. É fácil se aproveitar de quem não está mais aqui pra responder, mas ele ainda tem amigos", disse Aleluia em entrevista ao Bahia Notícias.

Um dos pregadores ferrenhos do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Aleluia afirma que no DEM não há ninguém que tenha se envolvido com atividades ilícitas. "Pode ser que alguém do PFL tenha tratado. Nós já expulsamos muita gente. Pode ter havido alguém. Mas se isso aconteceu, foi com alguém que já foi expulso. Atualmente, não existe ninguém que aceitaria esse tipo de acordo".

Segundo Delcídio, "o contrato da Termo Bahia (OAS/Alstom) foi assinado às pressas, na véspera de sua posse na Petrobras, por razões envolvendo interesses específicos de políticos baianos, que tinha como seu principal representante o então ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, um dos aliados mais importantes do ex-senador Antonio Carlos Magalhăes".

Ainda segundo a delação do senador, a negociação teria rendido aproximadamente US$ 10 milhões ao então PFL (atualmente DEM) da Bahia.

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