Deputados baianos negam intenção de aumentar verba de gabinete

O reajuste na cota parlamentar, que inclui aumentos nas verbas de gabinete, fato que gerou repercussão negativa no país, ainda divide opiniões entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia, onde também deverá acontecer; "Quando acontece em Brasília, é repassado para as demais assembleias. Aqui, nós ficamos quatro anos sem reajuste, algum deve acontecer agora", diz o líder do governo na Casa, deputado Zé Neto (PT); o líder da minoria, Sandro Régis (DEM), afirma que aguardará a Casa se definir, por meio da Mesa Diretora, para depois se pronunciar

O reajuste na cota parlamentar, que inclui aumentos nas verbas de gabinete, fato que gerou repercussão negativa no país, ainda divide opiniões entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia, onde também deverá acontecer; "Quando acontece em Brasília, é repassado para as demais assembleias. Aqui, nós ficamos quatro anos sem reajuste, algum deve acontecer agora", diz o líder do governo na Casa, deputado Zé Neto (PT); o líder da minoria, Sandro Régis (DEM), afirma que aguardará a Casa se definir, por meio da Mesa Diretora, para depois se pronunciar
O reajuste na cota parlamentar, que inclui aumentos nas verbas de gabinete, fato que gerou repercussão negativa no país, ainda divide opiniões entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia, onde também deverá acontecer; "Quando acontece em Brasília, é repassado para as demais assembleias. Aqui, nós ficamos quatro anos sem reajuste, algum deve acontecer agora", diz o líder do governo na Casa, deputado Zé Neto (PT); o líder da minoria, Sandro Régis (DEM), afirma que aguardará a Casa se definir, por meio da Mesa Diretora, para depois se pronunciar (Foto: Romulo Faro)

Hieros Vasconcelos Rego/Tribuna da Bahia - O reajuste na cota parlamentar, que inclui aumentos nas verbas de gabinete, fato que gerou repercussão negativa no país, ainda divide opiniões entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia, onde também deverá acontecer, conforme anunciou o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT). O debate, no entanto, ainda não foi realizado com os parlamentares.

A expectativa é que, inicialmente, se acerquem do assunto o pedetista e os membros da Mesa Diretora para em seguida ampliar a tratativa para os deputados estaduais. "Ainda não chegou até a mim o debate, essa discussão. Assim que chegar, iremos avaliar com a bancada, que é algo que fazemos automaticamente. Quando acontece em Brasília, é repassado para as demais assembleias. Aqui, nós ficamos quatro anos sem reajuste, algum deve acontecer agora", afirmou o líder do governo na Assembleia, Zé Neto (PT) - à esquerda.

As discussões serão feitas, segundo o petista, conforme o orçamento da Casa. Ele descartou, prontamente, a possibilidade de existir cota para passagens aéreas para as esposas dos parlamentares, tal qual ocorreu no Congresso Nacional.

O líder da minoria na Casa, deputado Sandro Régis (DEM) - à direita, afirmou à Tribuna da Bahia que irá aguardar a Casa se definir, através da Mesa Diretora, para depois se pronunciar sobre o assunto. "Deixa acontecer em Brasília, ver o que vai acontecer... Marcelo Nilo, com a Mesa Diretora, tem que tocar este assunto", destacou.

Em Brasília, o aumento nas despesas com parlamentares, que inclui verba de gabinete, auxílio-moradia e cota parlamentar, deve acontecer a partir de abril e representará um impacto de cerca de R$ 110 milhões.

Para a deputada estadual Luiza Maia, o aumento da cota parlamentar é uma "afronta ao trabalhador assalariado". Ela classifica a possibilidade de subir os valores dos recursos para os gabinetes, dentre outros, como um desrespeito à situação do trabalhador brasileiro, que tem enfrentado uma crise na economia no País.

Segundo a deputada, tanto o vencimento quanto as verbas de gabinete são suficientes para os deputados estaduais trabalharem. "Discordo radicalmente desse aumento. É uma afronta à sociedade, ao trabalhador assalariado, que está passando dificuldades, por causa do momento econômico que o país vive", criticou.

A parlamentar acrescenta, ainda, que houve recentemente aumento para seus colegas da Assembleia, que já têm um vencimento 32 vezes maior que o salário mínimo. "Em fevereiro já recebemos um aumento de R$ 20 mil para R$ 25 mil. Além disso, ainda temos a verba de gabinete, o auxílio combustível e o veículo, tudo custeado pela Assembleia: é uma estrutura mais que satisfatória para qualquer deputado trabalhar", apontou ela.

Questionado sobre o assunto, o deputado Marcelo Nilo (PDT) afirmou à Tribuna que também não pensou no assunto, mas adiantou que, com o orçamento da Assembleia, não há possibilidade de aumentar a cota parlamentar. "É em abril ainda, não pensei nisso. Primeiro eu vou reunir a Mesa Diretora, depois os deputados, e o valor ainda vai pro governador. O orçamento da Assembleia... não tem dinheiro para isso. Então vou acertar com o governador. Só terá aumento se tiver suplementação, se não, não tem condição", disse.

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