Deputados cobram ações federais de convivência com a estiagem

Após o governador Camilo Santana dizer que vai culpar o Governo Federal pela crise hídrica do Ceará, o tema foi objeto de debate hoje, na Assembleia Legislativa. Alguns deputados abordaram o assunto também cobrando ações do Governo Federal. Já deputados de oposição ao governador Camilo Santana e aliados do presidente Michel Temer, tentaram minimizar a responsabilidade do Governo Federal e cobraram ações do Governo do Estado

Após o governador Camilo Santana dizer que vai culpar o Governo Federal pela crise hídrica do Ceará, o tema foi objeto de debate hoje, na Assembleia Legislativa. Alguns deputados abordaram o assunto também cobrando ações do Governo Federal. Já deputados de oposição ao governador Camilo Santana e aliados do presidente Michel Temer, tentaram minimizar a responsabilidade do Governo Federal e cobraram ações do Governo do Estado
Após o governador Camilo Santana dizer que vai culpar o Governo Federal pela crise hídrica do Ceará, o tema foi objeto de debate hoje, na Assembleia Legislativa. Alguns deputados abordaram o assunto também cobrando ações do Governo Federal. Já deputados de oposição ao governador Camilo Santana e aliados do presidente Michel Temer, tentaram minimizar a responsabilidade do Governo Federal e cobraram ações do Governo do Estado (Foto: Fatima 247)

Após o governador Camilo Santana dizer que vai culpar o Governo Federal pela crise hídrica do Ceará, o deputado Ferreira Aragão (PDT) também cobrou hoje, na sessão plenária da Assembleia Legislativa ações para convivência com o semiárido por parte do governo de Michel Temer.
"Hoje acordamos com chuva em Fortaleza, mas ninguém sabe como será no ano que vem. Nossos reservatórios estão no limite e mais uma vez o cearense é quem sofrerá", alertou o parlamentar.

O parlamentar defendeu uma cruzada dos governadores nordestinos a fim de exigir respeito ao povo da região. "Precisamos é de ajuda para atravessar esse período de seca, principalmente da conclusão da transposição do Rio São Francisco", ressaltou.

Para Ferreira Aragão, disse ainda que é preciso um plano de emergência semelhante ao desenvolvido durante o Governo Militar, mas dessa vez utilizando o trabalho de presidiários em obras hídricas. "Poderíamos colocar esses presos para trabalhar em obras hídricas, pagando-os e reduzindo suas penas", sugeriu.

O deputado Roberto Mesquita (PSD) reforçou a posição do governador Camilo Santana. "Temos que nos somar ao governador, pois mais um ano de seca se anuncia e quem sofre é o nordestino. É inconcebível que uma obra da magnitude da transposição pare por tanto tempo", criticou.

Aliados do governo Temer, Daniel Oliveira e Audic Mota, ambos do PMDB, criticaram o governador. Audic Mota, afirmou que o governador Camilo Santana tem em suas atribuições levar resposta ao povo sobre a estiagem que se agrava. “Não estamos passando por uma quadra ruim. O Ceará enfrenta a seca há cinco anos”, observou.

Já o deputado Danniel Oliveira aproveitou a sessão de hoje para comunicar a realização de uma audiência pública dos prefeitos cearenses com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, articulada por seu tio, o senador Eunício Oliveira, para tratar sobre o problema da seca. Daniel criticou ainda a declaração do governador do Estado, Camilo Santana, que  teria afirmado que “o senador Eunício deveria ter se preocupado com a seca deste o início”. “O governador nunca aparece e quando aparece é para falar besteira. Estamos passando por momentos difíceis de seca e, em vez de buscar soluções, o governador quer minimizar a sua responsabilidade no problema”, assinalou.
 
Em defesa de Camilo Santana, o deputado Osmar Baquit (PSD) destacou que o Governo do Estado perfurou poços profundos nos municípios cearenses, fez açudes grandes, além de implantar adutoras de engate rápido e levar carros pipas para os municípios em calamidade. “O importante é que todos colaborem e, com certeza, qualquer debate sobre a seca é válido”, disse. 
 
Na última sexta-feira (4), o deputado Carlos Felipe já havia destacado que o Governo do Estado adquiriu recentemente 17 máquinas perfuratrizes, “além de estar instalando adutoras no Estado, tomando para si responsabilidades que são do Governo Federal”.

 

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