Deputados do PT veem “inaceitável seletividade” em conduta de Janot

Nota assinada pelo líder da bancada, deputado Afonso Florence (BA), diz que pedido do procurador-geral da República para investigar o ex-presidente Lula e mais 30 pessoas tem como base a delação do senador Delcídio Amaral, "sem nenhum representação de prova que a sustente"; e acrescenta que "é de se estranhar" também que o vice Michel Temer, também citado na delação, não tenha sido alvo de inquérito e ainda que só agora Rodrigo Janot tenha pedido ao STF para investigar o senador Aécio Neves (PSDB), tantas vezes citado anteriormente

Nota assinada pelo líder da bancada, deputado Afonso Florence (BA), diz que pedido do procurador-geral da República para investigar o ex-presidente Lula e mais 30 pessoas tem como base a delação do senador Delcídio Amaral, "sem nenhum representação de prova que a sustente"; e acrescenta que "é de se estranhar" também que o vice Michel Temer, também citado na delação, não tenha sido alvo de inquérito e ainda que só agora Rodrigo Janot tenha pedido ao STF para investigar o senador Aécio Neves (PSDB), tantas vezes citado anteriormente
Nota assinada pelo líder da bancada, deputado Afonso Florence (BA), diz que pedido do procurador-geral da República para investigar o ex-presidente Lula e mais 30 pessoas tem como base a delação do senador Delcídio Amaral, "sem nenhum representação de prova que a sustente"; e acrescenta que "é de se estranhar" também que o vice Michel Temer, também citado na delação, não tenha sido alvo de inquérito e ainda que só agora Rodrigo Janot tenha pedido ao STF para investigar o senador Aécio Neves (PSDB), tantas vezes citado anteriormente (Foto: Gisele Federicce)
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247 – A bancada do PT na Câmara divulgou uma nota em que condena a "inaceitável seletividade" da conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao pedir nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigações contra o ex-presidente Lula e mais 30 políticos, entre eles o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Liderados por Afonso Florence (BA), os deputados do PT lembram no texto que o pedido de Janot tem como base a delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), "sem nenhum representação de prova que a sustente".

Os parlamentares acrescentam que "é de se estranhar" que o vice Michel Temer, também citado na delação, não tenha sido alvo de inquérito. Além disso, se espantam que só agora Janot tenha pedido ao STF para investigar Aécio, já tantas vezes citado anteriormente por delatores da Operação Lava Jato.

Leia a íntegra da nota:

Nota da bancada do PT na Câmara

A bancada do PT na Câmara manifesta seu repúdio à iniciativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal pedido para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua iniciativa baseia-se em delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido) sem nenhuma apresentação de prova que a sustente.

É de se estranhar também a conduta do procurador-geral em relação ao vice-presidente da República, Michel Temer, citado na mesma delação que embasa a iniciativa contra o ex-presidente Lula. Também causa perplexidade o fato de que, apesar de diversas citações envolvendo a participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em possíveis atos de corrupção, somente agora o procurador-geral pediu ao Supremo autorização para efetivamente investigá-lo.

A Bancada do PT na Câmara entende o ato de Janot como frágil juridicamente e o denuncia como demonstração de inaceitável seletividade em sua conduta, tendo em vista que estamos às vésperas da apreciação, pelo Senado, do pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Essa atitude do procurador-geral, com base em meras declarações de um delator, visa atingir a incontestável liderança política do ex-presidente Lula, principal opositor aos articuladores do golpe institucional em curso.

Lula sempre se colocou à disposição das autoridades para esclarecer a verdade, não teme investigações e a ele nos solidarizamos. Lamentavelmente, tudo indica que atos que deviam ser isentos, no âmbito do Ministério Público e do Judiciário, continuam contaminados por decisões que têm o único fim de alimentar disputas políticas.

Brasília, 4 de maio de 2016

Afonso Florence (BA), líder da Bancada do PT na Câmara

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